DA REDAÇÃO: Colheita do milho começa nos EUA e pressiona preços em Chicago; soja se sustenta no clima, mas tem dia de perdas

Publicado em 04/09/2013 19:07
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Grãos: Colheitas antecipadas de milho no Centro-Oeste norte-americano pressionam cotações em Chicago. Na soja, fundamentos (falta de chuva), ainda dão possibilidade de recuperação dos preços.

Após expressivas altas registradas na sessão anterior, os contratos futuros da soja encerram a quarta-feira (04) em queda demais de 30 pontos nos principais vencimentos negociados na Bolsa de Chicago. Analistas afirmam que o movimento do dia foi de realização de lucros, mas os fundamentos de falta de chuvas no Meio-Oeste norte-americana dão sustentação para os preços.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, além do movimento técnico registrado no dia, o mercado se posiciona frente às colheitas antecipadas de milho do Corn Belt já que os pequenos volumes pressionam as cotações e apontam para um bom rendimento do cereal. Para a soja, diante da previsão de clima seco e quente também para os próximos dias, a expectativa é de recuperação dos preços internacionais.

A dúvida sobre o rendimento final da safra de soja dos Estados Unidos tem preocupado muito o mercado que tem também na demanda um fator fundamental para os preços futuros. Assim, Molinari avalia que os preços de fato serão formados após os próximos relatórios de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e com a efetivação da colheita da oleaginosa. 

Com o avanço nos preços em Chicago na última semana, os brasileiros aproveitaram também a alta que o dólar tem registrado para avançar na comercialização da soja. No entanto, o analista aconselha ao produtor do Brasil continuar observando o mercado climático nos EUA, a evolução dos preços internacional e a moeda norte-americana para garantir ainda melhores rentabilidades pelos próximos meses que antecedem o início da temporada 2013/14 no país. 

 

Por: João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte: Notícias Agrícolas

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