DA REDAÇÃO: Milho – Câmbio valorizado e possível quebra na safra dos EUA podem sustentar preços no Brasil

Publicado em 06/09/2013 13:31 e atualizado em 06/09/2013 15:53
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Milho: Preços não devem apresentar uma recuperação, mas câmbio e, eventualmente, quebra na safra dos EUA, poderão sustentar os preços no Brasil. Agricultor que acabou de colher o grão deve participar do mercado como uma estratégia de custeio da safra 2013/14.

Os preços do milho seguem pressionados no mercado interno brasileiro, especialmente em algumas regiões produtoras do Mato Grosso. Em Sapezal, a saca do cereal é negociada a R$ 9,00, valor abaixo dos custos de produção. 

Apesar do cenário, o analista de mercado da Celeres Consultoria, Anderson Galvão, destaca que a valorização da taxa de câmbio e, eventualmente, uma quebra na produção norte-americana podem dar suporte aos preços no mercado doméstico. No entanto, as cotações não devem retornar aos patamares elevados registrados na safra anterior, conforme acredita o analista.

“Na minha leitura, o agricultor que acabou de colher o seu milho deve participar do mercado como uma estratégia de custeio da safra 2013/14. O milho inverno funciona como um motor de arranque, uma partida de capital de giro para a safra subseqüente”, diz Galvão. 

Safra 2013/14 – Para a safra de verão que deve começar a ser semeada em meados do mês de setembro, o analista acredita que, os produtores tecnificados continuarão investindo no plantio do cereal. Porém, o agricultor com menor eficiência agronômica, a tendência é migrar para o plantio da soja, cuja cultura é mais simples de manejar e os investimentos são menores, em comparação com o milho. 

Frente a essa situação, a safra de verão de milho deve apresentar uma redução da área cultivada. Para o MT, Galvão explica que o produtor que tem conseguido plantar o grão durante o mês de janeiro obtém uma produtividade entre 130 e 140 sacas por hectare. Já o agricultor que cultiva em fevereiro tem um rendimento de 110 sacas por hectare, enquanto quem semeia em março, a produtividade fica abaixo de 90 sacas por hectare.

“O produtor que tem capacidade operacional tem conseguido equilibrar as contas em um ano de preços baixos como este. No Brasil, há lugares com abundância de milho, já em outras regiões não temos o cereal. Então o produtor de alta tecnologia que está de Uberlândia (MG) para baixo, no mapa, é recomendável o plantio do grão, uma vez que a flexibilidade do planejamento agrícola é maior”, afirma Galvão. 

No RS, apesar dos problemas climáticos, também é recomendável a semeadura do cereal, já que a base de consumo é forte. “Para o produtor tecnificado é um negócio garantido”, ressalta o analista.  

Por: João Batista Olivi/Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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