DA REDAÇÃO: Após relatório do USDA, mercado realiza lucros e soja opera em baixa na CBOT

Publicado em 13/09/2013 13:21 e atualizado em 13/09/2013 15:31
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Soja: Após exagero no avanço dos preços devido ao relatório altista do USDA, mercado, nesta sexta-feira (13), realiza lucros. Porém, a indicação de estoques finais mais deve sustentar os preços em Chicago, uma vez que o volume vindo dos EUA será insuficiente para atender a demanda mundial.

Nesta última quinta-feira (12), após a divulgação de um novo relatório de oferta e demanda do USDA, houve um exagero nas altas para a soja na Bolsa de Chicago, em que fundos entraram participando e compraram cerca de 15 mil contratos. Porém, nesse momento os fundos não estão ativos e há uma realização de lucros que é natural quando o mercado sobe muito, o que leva a baixa em torno de 11 pontos no vencimento mais distante, o qual também tem a safra brasileira e isso reflete a expectativa no tamanho da safra do Brasil.

De acordo com o analista de mercado, Daniel D’Ávilla, com o USDA apontando baixos estoques finais nos EUA, dificilmente os preços cairão muito. Agora há uma pressão da soja entrando no país, apesar de grande parte da safra já estar comprometida, ainda existe grão para ser comercializado, e, além disso, há também a pressão do início do plantio no Brasil: “Se o país produzir cerca de 88 ou 90 milhões de toneladas, haverá muita oferta mais a frente e o mercado tem que encontrar o preço ideal nesse cenário”.

O Departamento de Agricultura dos EUA ainda reduziu a sua estimativa para a produção de soja norte-americana, mas nos próximos 10 dias há a previsão de melhora climática no país e, em alguns estados onde a soja está com uma maturação atrasada, as lavouras podem ser beneficiadas com essa melhora no clima. No entanto, isso não resolverá o problema, a quebra da safra ocorrerá e o mercado precisará ajustar isso de alguma forma mais a frente.

Segundo D’Ávilla, um fator que pode ser ajustado são as exportações para a China, que estão estimadas em 69 milhões de toneladas, enquanto nos últimos 2 anos a China comprou 59 milhões de toneladas em cada ano: “Pode até ser que os chineses comprem mais, porém não acredito que esse número atingirá os 69 milhões de toneladas, mas pode chegar talvez aos 65 milhões de toneladas, o que daria uma janela para o USDA mexer e aumentar os estoques mais a frente”.

No mercado interno, na última semana os preços estavam altos em Chicago e o dólar também, com isso os produtores brasileiros tiveram boas oportunidades para comercializar. Porém, agora a soja subiu um pouco devido aos números divulgados ontem (12), mas o dólar já não está tão alto, com isso a conta fica pior, mas não significa que o produtor está perdendo dinheiro. D’Ávilla acredita que fazer uma média de preços e ir vendendo aos poucos tem um melhor resultado, uma vez que talvez não se acerte tudo nas máximas, mas também não se vende sempre na mínima e na média se consegue um bom preço.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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