DA REDAÇÃO: Agricultura pode ser grande defensora do aquecimento global, diz pesquisador

Extremos de temperatura estão aumentando no mundo inteiro, o que tem causado desequilíbrios, como as fortes secas nos EUA e no Nordeste do Brasil. As alterações de clima influenciam diretamente na produção agrícola.
Publicado em 13/09/2013 13:34 | Atualizado em 13/09/2013 15:49

A agricultura é um dos poucos setores da economia que está avançado quanto à preocupação com o meio ambiente. É o que afirma o Dr. Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, em entrevista à segunda edição do Mercado & Cia., do Canal Rural. "A agricultura pode ser até mitigadora do aquecimento", declarou Assad.

A emissão de gases que provocam o efeito estufa geraram alterações no clima ao longo dos anos. Conforme aponta o Painel Brasileiro de Mudança do Clima, divulgado pela Embrapa nesta semana, há aumento de temperatura e picos de temperaturas mínimas aumentando no mundo inteiro, provocando fortes desequilíbrios como as secas nos Estados Unidos e nas regiões Sul e Nordeste do Brasil e as temperaturas elevadas em países europeus como a Rússia.

O pesquisador aponta que o agronegócio deve transformar essa ameaça em uma grande oportunidade, principalmente a agricultura tropical. A pecuária, principal alvo de críticas dos ambientalistas, já possui formas de reduzir a agressão no meio ambiente. "O sistema pecuário na pastagem traz um saldo de emissão positivo, que tira mais CO2 da atmosfera do que coloca", diz.

Assad lamenta a falta de atualização do zoneamento agrícola do Brasil, que não é atualizado desde 2011. "O zoneamento precisa ser atualizado frequentemente para mostrar modificações que ocorrem no estado nacional para que os produtores do Brasil não sejam prejudicados", sugere.

Ele também alerta para que o produtor esteja sempre de olho nos site de previsão de tempo, para acompanhar a oscilação de temperatura das águas no Oceano Pacífico e ter maiores informações de como serão os próximos meses. "Assim ele começa a ter uma ideia se terá seca no Sul ou se irá acabar a seca no Nordeste".

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