DA REDAÇÃO: Milho - Demanda chinesa pode abrir espaço para o Brasil no mercado internacional
Com a grande produção norte-americana de milho que entrará no mercado nos próximos meses, o grão está ficando barato para os chineses comprarem nos níveis em torno de US$ 4,00/bushel. Esse patamar é interessante para a China importar, uma vez que o país teve grandes problemas na sua safra de grãos este ano. Na última semana, os chineses já compraram grandes volumes de milho na Ucrânia e na Argentina e compraram também sorgo dos EUA para ração, o que mostra que o país pode voltar a comprar milho.
De acordo com o analista de mercado, Vlamir Brandalizze, no mercado interno, para o que resta da safrinha para ser comercializada é muito importante que a China continue comprando de outros países porque abre espaço para o Brasil vender esse milho no mercado internacional, provavelmente em janeiro, fevereiro e março, quando a safra dos EUA também começa a diminuir o ritmo de vendas e no leste europeu e na Ucrânia já não haverá grandes volumes.
Nesse momento, o Brasil ainda tem contratos para embarque em outubro e novembro, mas já não saem muitos negócios, uma vez que os níveis não estão interessantes para o produtor. No Porto de Paranaguá os preços estão em torno de R$ 23,50, o que resultada em 7 ou 8 reais no Mato Grosso (MT), valor inviável para os produtores.
Brandalizze afirma que principalmente nos estado centrais, como Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS) e Goiás (GO), o período mais baixo de preços do ano já passou e de agora em diante os produtores que ainda têm grandes volumes estão capitalizados e podem segurar esse milho por cerca de 6 meses, quando eles terão valores melhores porque o mercado interno também precisará de milho.
Soja: Segundo Brandalizze, vale a pena carregar a soja mais para frente para atender o mercado interno porque não haverá soja no Brasil, já que a comercialização foi muito forte e a soja que existe nesse momento será mais valorizada nos próximos meses na demanda interna.
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