DA REDAÇÃO: Nesta terça-feira (17), mais de 12 praças registram alta para preços do boi gordo

Publicado em 17/09/2013 13:56 e atualizado em 17/09/2013 16:39
426 exibições
Boi: Cenário ainda é de mercado com preços firmes, com preços chegando a R$ 107/@ em São Paulo, e próximas semanas deve ser de valores ainda melhores dada a oferta atual bastante ajustada. Apesar de uma previsão de recuo da demanda no mercado interno para a segunda quinzena de setembro, exportações colaboram para a manutenção de alta das cotações.

Nesta terça-feira (17), mais de 12 praças registram alta para os preços do boi gordo. No mercado físico há um cenário de preços firmes e com diversas valorizações. Em São Paulo (SP) existem ofertas de compras de até R$ 107,00/@ a vista e o preço de referência é R$ 105,00/@, o que mostra que não há conforto para a indústria na compra de matéria-prima.

Segundo Hyberville Neto, da Scot Consultoria, na segunda quinzena do mês geralmente há uma diminuição da demanda no mercado interno, mas, por outro lado, as exportações na primeira quinzena têm colaborado: “Este mês há volumes de exportação 10% maiores do que em agosto e existe a expectativa de que elas colaborem com a demanda”.

Hoje (17) no mercado atacadista houve valorização, com isso, apesar da expectativa de diminuição da demanda no mercado doméstico, ainda há um mercado firme para as próximas semanas, principalmente devido à oferta curta.

Neto afirma que o mercado da Argentina merece atenção, embora não seja um concorrente de peso para o Brasil, uma vez que o país tradicionalmente é um importante exportador, mas perdeu muito espaço desde 2006 com as políticas antiinflacionárias do governo, que acabaram limitando as exportações e gerando uma diminuição do rebanho e da produção de carne. Com isso, atualmente a Argentina não é uma grande preocupação para o Brasil. A expectativa do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) é que este ano as exportações argentinas subam 10%, mas ainda assim elas representam um décimo das exportações projetadas para o Brasil.

Por: Kellen Severo e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

0 comentário