DA REDAÇÃO: Problemas de logística atrasam desenvolvimento da agricultura brasileira, diz Presidente da Aprosoja Brasil

Publicado em 17/09/2013 14:22 e atualizado em 17/09/2013 17:38
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Soja: Produção brasileira aumenta em área, porém, índices de produtividade não têm evoluído. Problemas com pragas, falta de apoio do governo e infraestrutura logística defasada dificultam o dia a dia dos produtores. Presidente da Aprosoja Brasil ressalta necessidade de uma participação maior de representantes do governo para que problemas comecem a ser solucionados.

A questão indígena, os problemas com pragas e a infra-estrutura logística defasada prejudicam a agricultura no Brasil. Existe uma expectativa de aumento na produção de soja de 82 milhões de toneladas para 88 milhões de tonelada, porém, com isso, os problemas também aumentam.

Esta semana, a Presidente Dilma Rousseff estará em Rondonópolis (MT) inaugurando o Terminal Intermodal de Cargas e com ele haverá uma ampliação de 5 milhões de toneladas na capacidade de embarque da Ferronorte em MT, que irá passar de 12 milhões de toneladas para 17 milhões de toneladas. De acordo com Glauber Silveira, Presidente da Aprosoja Brasill, com o terminal haverá mais carregamentos, porém a capacidade portuária continua a mesma, o que mantém o problema de logística no país.

“Este ano a China irá consumir mais, os EUA teve uma quebra na sua safra e, mesmo assim, os preços no mercado não estão evoluindo muito. Com os problemas logísticos no Brasil, os custos de produção estão altos e os produtores perdem nas exportações. O mundo quer mais soja, mas o país não tem como transportar e com isso o preço sobe”, afirma Silveira.

O grande desafio mundial é produzir mais em um espaço menor. O Brasil está aumentando a sua área de plantio, mas não evolui em produtividade. Silveira diz que se o país levasse a agricultura a sério, na mesma área atual, poderia se produzir 12 milhões de toneladas a mais, um aumento de 88 milhões de toneladas para 100 milhões de toneladas, mas o governo ainda precisa solucionar muitas questões.

Por: Kellen Severo e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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