DA REDAÇÃO: Minas Gerais possui políticas de suporte ao setor cafeeiro

Publicado em 18/09/2013 13:58 e atualizado em 18/09/2013 17:12
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Café: em Minas Gerais, setor continua articulado tentando efetivar políticas agrícolas que possam impedir prejuízos dos produtores locais que já se arrastam há anos. Uma das medidas que tem dado apoio aos cafeicultores do estado é o Fundo Estadual do Café.

A proposta política de preço mínimo normalmente é administrada pelo governo federal e é bastante difícil que qualquer estado possa criar e administrar uma política como essa. Para o café isso é ainda mais complicado, dado o montante de recursos que seriam necessários e, no caso especifico de Minas Gerais (MG), que tem fronteira com vários outros estados produtores de café, a administração de uma política de preço disso seria muito difícil. Com isso, não está em discussão que o estado venha adotar uma medida desse tipo.

De acordo com o Assistente Técnico de Café da Secretaria do Estado de Minas Gerais, Niwton Castro Moraes, impedir que os produtores tenham prejuízo é muito difícil, uma vez que MG tem pouco mais da metade da produção nacional de café e mais de 100 mil cafeicultores: “É uma cultura de grande importância econômica e social para o estado, porém MG não tem como fazer frente em termos de preço para o grão”.

No entanto, o estado possui algumas políticas de suporte ao setor, como o Fundo Estadual do Café (Fecafé), que busca dar apoio financeiro para projetos individuais de cafeicultores ou para interesse difuso da cafeicultura. Além disso, está em curso também um trabalho junto a Universidade Federal de Lavras, que é o georeferenciamento do parque cafeeiro do estado, para que se possa conhecer com mais precisão qual a área plantada de café em MG e qual a distribuição desse café no estado, o que pode facilitar para que se proponham políticas públicas mais eficientes.

Por: Kellen Severo e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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