DA REDAÇÃO: Banco Central dos EUA mantém política de estímulos e dólar cai

Publicado em 18/09/2013 19:25 e atualizado em 18/09/2013 20:25
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Economia: Reunião do Fed (BC norte-americano) decide manter o programa de estímulos à economia dos EUA e impulsiona principais bolsas financeiras. Para o agronegócio brasileiro, dólar em alta vai ajudar as exportações do setor.

Nesta quarta-feira (18), o dólar fechou em queda de 2,92% a R$ 2,194. O que influenciou nessa cotação foi o término da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central dos EUA, que definiu a manutenção da política de estímulos realizada mensalmente pelo Banco Central norte-americano.

Essa decisão não era esperada pelo mercado, que imaginava que pudesse começar a ocorrer à retirada desse programa que injeta 85 bilhões de dólares mensais na economia norte-americana, por isso o dólar caiu. De acordo com o Economista, Roberto Troster, como a taxa de juros irá ficar mais tempo, o diferencial de taxa de retorno entre o Brasil e os outros países aumenta, especificamente nos EUA, o que acaba aumentando a expectativa de mais dólares no país e faz com que se deprima a cotação. Além disso, a taxa de juros norte-americana mais baixa faz com que o custo de carregar estoques também seja mais baixo e isso empurrou o preço de algumas commodities para cima nesta quarta-feira (18).

“Essa não era uma notícia esperada, mas é uma notícia boa e em curto prazo dá um alívio para toda a economia. No entanto, ainda não dá para comemorar porque a economia brasileira precisa fazer mais alguns ajustes para não correr o risco de que essa taxa volte a subir”, afirma Troster.

Por outro lado, o setor agropecuário exporta mais do que importa, com isso, liquidamente, o setor como um todo ganha com um dólar mais alto e perde com um dólar mais baixo. Portanto, com taxas de juros mais baixas nos EUA, os preços das commodities ficam mais altos e isso também é uma relação estatística devido ao custo de estocagem.

Troster explica que quando um produtor tem estoques ele paga juros por isso ou pelo dinheiro que está imobilizado. Sendo assim, quanto mais barato os juros, mais barato de carregar e, com isso, parte dessa queda do dólar é compensada. Porém, não é porque o dólar ficou abaixo de R$ 2,20 que ele se manterá dessa forma indefinidamente: “Existe uma volatilidade, então não me surpreenderia se amanhã a cotação caísse mais 3% ou subisse mais 3%. Aonde esse dólar irá equilibrar depende um pouco”.

Nos próximos dias, possivelmente será indicado à nova Presidente do Banco Central norte-americano e é importante o tipo de discurso que ela irá fazer ou se ela irá antecipar algo. Porém, Troster diz que o momento não é para ficar preocupado, já que na média a expectativa não é que o real se valorize muito, o que deixa o cenário para o setor agrícola mais favorável do que há alguns meses.

Troster faz 3 recomendações aos produtores: A primeira é que a variável chave nos EUA é o emprego e o nível que o país olha é se passar de 6,5%. A segunda é que o agricultor tem que trabalhar com a estabilidade na taxa de câmbio, com isso, se for fazer alguma importação divida os pagamentos em torno de 4 parcelas ou se for vender também venda fracionado para não pegar um dólar muito caro no dia de comprar e muito barato no dia de vender e a terceira recomendação é ficar atento aos noticiários para saber o que está acontecendo no mercado.

Por: Roberta Silveira e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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