DA REDAÇÃO: Com chuvas no Meio-Oeste dos EUA, soja opera em baixa na CBOT

Publicado em 19/09/2013 13:30 e atualizado em 19/09/2013 16:04
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Chicago: Chuvas em boa parte do meio-oeste americano ajudam na produtividade da soja e seguram a colheita de milho, o que pressiona cotações da oleaginosa e seguram os do cereal. Mercado começa também a absorver o anúncio do FED de manter o estímulo à economia americana.

Nesta quinta-feira (19), o mercado tenta absorver os efeitos da reunião de ontem (18) do Banco Central dos EUA e a desvalorização do dólar frente às demais moedas, o que ajuda algumas commodities.

Porém, hoje (19) chove em boa parte do Meio-Oeste norte-americano, o que colabora com as lavouras de soja, mas segura a colheita do milho e por isso há uma pressão mais forte na soja e algum suporte no mercado do milho. Além disso, também houve uma boa exportação de trigo dos EUA, o que faz o preço do grão subir até 15 pontos nesta quinta-feira (19) e dá ainda uma sustentação ao milho.

No mercado interno, há o efeito dessa nova taxa de câmbio mais valorizada sobre os preços de exportação e isso exerce uma pressão no Brasil, principalmente para o milho, que ainda tem muito volume para exportar ao longo do ano.

“A questão agora é saber se a decisão do Banco Central dos EUA irá provocar um efeito realmente positivo para outros mercados, como o brasileiro, que tem um saldo em transação corrente negativo e com um recorde de 78 bilhões de dólares e o Brasil precisa financiar esse déficit em conta corrente. Com isso, essa decisão do Banco Central dos EUA irá ajudar no fluxo de capitais do mercado brasileiro de forma a reduzir esse déficit entre as transições correntes e, naturalmente, ocorrerá uma acomodação mais forte do câmbio, caso contrário o país não terá muita tranquilidade nessa taxa de câmbio ao longo do ano”, afirma o analista de mercado, Paulo Molinari.

Milho: Até a última segunda-feira (16) apenas 4% da safra norte-americana havia sido colhida, com isso ainda há, pelo menos, 90% de 350 milhões de toneladas que entrarão no mercado internacional nos próximos 45 dias, o que trará o seu efeito para o mercado.

Segundo Molinari, os preços sobem hoje (19) no mercado internacional em função da chuva e do ritmo de colheita lento, mas o problema no Brasil é que os estoques de passagem são muito altos e os produtores têm demorado a realizar a venda da safrinha 2013, que é uma das maiores da história, e em dezembro e janeiro o país precisa dos armazéns limpos para receber uma safra recorde de soja. Com isso, a grande preocupação é que os produtores comecem a fixar o seu milho todos ao mesmo tempo, o que pode trazer pressões acentuadas nas cotações do mercado interno.

Trigo: O Brasil já está participando mais acentuadamente das importações no mercado internacional, uma vez que a safra de trigo do Paraná (PR) não é boa porque sofreu com vários problemas climáticos. Além disso, nesta semana a safra do Rio Grande do Sul (RS) também enfrentou geadas, que trarão perdas, e ainda no próximo final de semana ocorrerá uma chuva forte na região Sul, o que pode acentuar ainda mais os prejuízos nas lavouras de trigo.

Por: Kellen Severo e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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