DA REDAÇÃO: Café - 85% das ofertas são arrematadas no leilão de opções

Publicado em 20/09/2013 13:55 e atualizado em 20/09/2013 15:28
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Café: Segundo leilão de opções de café, realizado nesta sexta-feira (20) pela Conab, teve demanda um pouco maior, mas mercado aguarda novas operações da próxima semana. De 1 milhão de sacas ofertadas, foram negociadas 861,5 mil.

Nesta sexta-feira (20), ocorreu mais um leilão de contratos de opções para o café, no qual mais de 85% das ofertas foram arrematadas.

Segundo Lúcio Dias, Superintendente Comercial da Cooxupé, o resultado do leilão foi dentro das expectativas: “Nós estávamos esperando que hoje (20) fosse haver um pouco mais de procura, principalmente de Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP), onde há um número maior de produtores e mais organização, o que dá mais condições desses estados participarem do leilão”.

No entanto, para o mercado refletir isso é necessário que o próximo leilão ocorra na semana que vem, o qual deve funcionar nos mesmos moldes do leilão de hoje (20) e, de acordo com o governo, o que sobrar de outros estados, como Espírito Santo (ES), Paraná (PR) e Bahia (BA), irá ser disponibilizado para os estados que tiverem interesse, como MG e SP, que poderão comprar um pouco mais para poder ofertar aos produtores assim que terminar todos os leilões.

“O mercado não tem reagido porque o produtor ainda não tem essa ferramenta que será disponibilizada pelas cooperativas após o término dos leilões. Com isso, o produtor irá acreditar que não precisa vender porque terá o seguro para vender ao governo caso o mercado não se recupere”, afirma Lúcio.

Além disso, durante o mês de setembro há um grande volume de vencimentos de obrigações com o fim da colheita e pagamentos de insumos e ainda ocorreram chuvas em quase toda a região produtora de café, o que provoca a floração e faz com que o mercado acredite que no próximo ano o Brasil terá uma safra boa. Com isso, entram mais vendedores e o mercado não se sustenta.

Porém, Lúcio diz que quando vier a florada e os leilões acabarem, esse mercado será um pouco menos ofertado e as cotações poderão ficar um pouco mais razoáveis a partir do início de outubro.

Por: Kellen Severo e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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