DA REDAÇÃO: Com colheita nos EUA, soja é pressionada na CBOT

Publicado em 23/09/2013 11:12 e atualizado em 23/09/2013 14:46
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Soja: Mercado sente pressão na CBOT na sessão desta segunda-feira (23) com a colheita da nova safra nos EUA, início do plantio na América do Sul com condições climáticas favoráveis e expectativas para os números de área plantada que o USDA traz nesta terça-feira (24). Porém, para definir direcionamento, mercado aguarda por confirmações.

Nesta segunda-feira (23), a soja encerrou o pregão eletrônico da Bolsa de Chicago com leves baixas.

Segundo o analista de mercado, Vlamir Brandalizze, o mercado esta semana trabalha em cima das condições climáticas para a colheita da safra norte-americana e parte do mercado olha o clima na América do Sul, que começa a trazer condições favoráveis para o plantio no Brasil. Além disso, foi divulgado um indicativo que mostra que parte da região norte da Argentina está com atraso no plantio de milho e alguns produtores irão optar mais pelo plantio de soja do que de milho nessa região. Com isso, frente a esses fatores, o mercado inicia a semana um pouco de lado, na linha negativa.

Por outro lado, o mercado brasileiro não tem mostrado muitas alterações em função do mercado na Bolsa de Chicago, uma vez que o Brasil tem pouca soja, com cerca de 7% da safra velha para ser negociada até fevereiro, sendo que esse volume será mais utilizado para o consumo interno.

Já o farelo de soja para ração utilizada para a produção de carnes tem uma demanda crescente e está com boas cotações, praticamente iguais aos níveis do grão. Brandalizze afirma que essa demanda não deve mudar nos próximos 2 anos porque os países emergentes buscam fontes de proteína, o que dá fôlego para o farelo. No mercado brasileiro, os segmentos de exportação de carne também estão crescendo e devem manter a pressão de demanda por farelo, trazendo benefícios para a soja.

No caso do milho para a produção de ração ele ajuda a limitar a queda nos preços do grão, já que a colheita dos EUA está pressionando as cotações e a demanda por ração serve para dar um suporte de leves altas. No entanto, não se espera uma grande alta nas cotações porque há uma grande pressão com milho entrando no mercado.

Nesta semana o Brasil deve desenvolver mais o plantio com condições climáticas favoráveis, o que deve trazer uma pressão de baixa no mercado internacional. Já a Argentina está passando por um período de seca, o que é um fator negativo para o mercado de soja porque se os argentinos não conseguirem realizar o plantio de milho nesse momento, em outubro e novembro eles migrarão para o plantio de soja. Nos EUA, o mercado aguarda a definição da safra do país e, se o clima for favorável a colheita, as altas nos preços serão limitadas. Brandalizze diz que o único fator positivo que poderia aparecer para as cotações seriam informações de redução na área plantada de soja e milho.

Por: Carla Mendes e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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