DA REDAÇÃO: Soja passa por movimento técnico e fecha pregão eletrônico da CBOT com leves altas

Publicado em 24/09/2013 11:08 e atualizado em 24/09/2013 14:43
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Soja: Leves altas registradas nesta terça-feira (24) em Chicago refletem, segundo analista, uma correção técnica do mercado depois de sessões consecutivas de queda. Pressão atual vem da demanda, porém, mais adiante, negócios deverão voltar a focar a quebra de safra e a força da demanda mundial.

Nesta terça-feira (24), a soja tenta uma recuperação após sessões consecutivas de queda. O mercado chegou a operar com boas altas durante o pregão eletrônico da Bolsa de Chicago e fechou com valorização de 2 pontos em alguns vencimentos. Já o milho encerrou próximo da estabilidade, com pequenas altas.

Segundo o consultor em agronegócio, Ênio Fernandes, a soja já está com 3% da colheita realizada nos EUA e essa pressão da entrada da safra fez com que os preções cedessem nos últimos dias, o que é natural. Porém, o mercado trabalha com altas e baixas e o movimento de hoje (24) é técnico, com o mercado respirando para alocar posições.

O mercado está decidindo se o lado altista ou o baixista irá dirigir os preços, mas, nesse momento, quem dirige o mercado é o lado baixista porque a safra dos EUA está entrando e, durante esse período, é difícil que o preço da soja suba. No entanto, isso não quer dizer que o mercado irá se manter baixista, esse é apenas um momento. Além disso, outro fator que colabora com esse movimento baixista é que os fundos de investimento tem uma posição um pouco grande e em algum momento eles irão realizar lucro de parte dessas posições, sendo que esse momento geralmente é na colheita, mas, após a passagem desse período, quando cerca de 50% da safra estiver colhida, a tendência é que o mercado volte a ser altista, uma vez que houve uma quebra na safra de soja dos EUA.

“A quebra de safra nos EUA e um plantio incerto na América do Sul devido às condições climáticas devem promover altas em Chicago depois que cerca de metade da safra norte-americana estiver colhida porque diminuirá a pressão de venda da origem nos EUA”, afirma Ênio.

Por outro lado, as baixas na CBOT não vêm se refletindo no mercado interno, uma vez que as origens não estão vendendo. Os compradores não conseguem adquirir soja da safra velha porque o mercado já está bastante vendido e o produtor não vende mais. Com isso, mesmo com as cotações em Chicago e o dólar caindo, o comprador precisa pagar um prêmio maior para obter essa soja e isso tem limitado as quedas no mercado interno. Para a soja da safra nova, a condição também é parecida, já que os produtores já venderam por preços mais altos e, nesse momento, não realizam mais negociações.

Milho: O movimento de baixa nos preços do grão continua. No Brasil, os fretes permanecem altos e o dólar caiu, portanto a relação final no bolso do produtor diminuiu. Além disso, os EUA está começando a colher e o Brasil ainda tem um estoque muito grande para vender, assim como outros players do mundo.

De acordo com Ênio, os preços do milho ainda têm mais um agravante, que á grande safra dos EUA, a qual, ao contrário da soja, não teve quebras. Com isso, o comprador mundial sabe que terá milho em bons volumes e não precisará antecipar as compras porque a tendência é que os preços caiam: “Nesse cenário, existe um grande conforto para o comprador, por isso os preços do milho não tendem a subir muito”.

Por: Carla Mendes e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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