DA REDAÇÃO: Aprovação da MP 619 chegou muito tarde para produtores, diz Diretor-Executivo da Abrapa

Publicado em 27/09/2013 14:22 e atualizado em 27/09/2013 18:25
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MP 619: Medida aprovada nesta quinta-feira (26) contou, entre outras coisas, com a liberação de defensivos contra a Helicoverpa em caso emergencial. Aprovação foi considerada uma vitória do setor, já que foi aproveitada para corrigir diversos problemas da legislação agrícola. Entretanto, já chega um pouco tarde, uma vez que os prejuízos financeiros são bastante severos.

A MP 619, originalmente criada para ampliar a capacidade de armazenagem de grãos no país, foi aprovada com 66 artigos relacionados a diversos temas. Um deles é o que dá autonomia ao Ministério da Agricultura para autorizar, em casos emergenciais, a importação e utilização de agroquímicos ainda sem registro na Anvisa.

Deputados ruralistas consideraram a decisão uma vitória do setor, afirmando que esse é um grande avanço, uma vez que tira o risco de perdas econômicas e de competitividade do setor, resolvendo um grave problema que vinha trazendo muita angústia.

O pedido por uma medida de urgência que autorizasse o uso de agrotóxicos para combater pragas nas lavouras foi encaminhado ao governo no início do ano e incluído na MP 619 a pedido da Casa Civil.

Durante a última safra, pragas como a lagarta helicoverpa causaram prejuízos de 10 bilhões de reais nas plantações de soja, milho e algodão e a preocupação dos agricultores é evitar que o problema se repita no próximo plantio, que começa em duas semanas.

Segundo o Diretor-Executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, a medida veio um pouco tarde porque as empresas que trabalham com produtos químicos têm que se preparar para importar, sendo que o produto demora um tempo até chegar ao Brasil e ainda leva mais algum tempo até vencer trâmites burocráticos e chegar à mão do produtor: “Infelizmente demorou porque essa questão já poderia estar resolvida a, pelo menos, 6 meses e os produtores poderiam estar trabalhando com tranquilidade”.

A MP 619 segue agora para o Senado, onde precisa ser votada até o dia 4 de outubro, mas líderes de partidos já entraram em acordo para a aprovação do texto.

Por: Sebastião Garcia e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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