DA REDAÇÃO: Soja recua na CBOT frente à movimentos técnicos do mercado financeiro

Publicado em 30/09/2013 10:58 e atualizado em 30/09/2013 13:51
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Soja: Semana começa com ligeiro recuo em Chicago, com mercado ainda operando de forma técnica. Investidores aguardam pelos números do USDA e sentem peso do mercado financeiro com incertezas, principalmente, sobre economia dos EUA.

Nesta segunda-feira (30), a soja encerrou o pregão eletrônico da Bolsa de Chicago do lado negativo com pequenas baixas.

Esta semana o mercado da soja está atrelado ao relatório de estoques que o USDA divulga hoje (30), sendo que a maior parte do mercado acredita que haja uma redução nos estoques, uma vez que o ritmo das exportações norte-americanas está acima das projeções.

De acordo com o analista de mercado, Vlamir Brandalizze, essa leve queda que a bolsa vem apresentando está mais atrelada a movimentos técnicos do mercado financeiro do que aos próprios fundamentos da soja: “O mercado financeiro está atrelado a situação dos EUA, em que o governo tem tido dificuldade para aumentar o endividamento do país e isso fez as bolsas caírem na Ásia e na Europa”.

Os estoques dos EUA estão estimados por analistas em torno de 3,4 milhões de toneladas, sendo que esse número provavelmente é o mais baixo desde 1977 e o país tem uma demanda próxima a 45 milhões de toneladas, ou seja, esses estoques não representam mais de 20 dias de consumo norte-americano.

Brandalizze afirma que há 4 anos os estoques giravam entre 10 e 15 milhões de toneladas em anos em que os EUA produzia de 70 a 80 milhões de toneladas. Com isso, normalmente os estoques seriam 3 vezes maior do que atualmente, mesmo com um volume de produção de 5 a 10 milhões de toneladas a menos: “Os EUA não consegue recuperar os seus estoques porque a produção vem abaixo da demanda e da exportação e este ano a expectativa é que isso não mude”.

Com os estoques norte-americanos baixos, os dados irão mostrar que em pouco tempo o país não terá mais soja para exportar e os compradores terão que buscar produto em outros lugares, como na América do Sul, o que seria um fator positivo para a demanda no Brasil.

O produtor brasileiro está em uma situação confortável, com cerca de 40% da safra nova já comercializada. Nesse momento, ele realiza o plantio e aguarda  a viabilidade da sua safra para depois voltar a comercializar. Para a safra velha existem volumes pequenos para vendas na faixa de 7% ou menos, ou seja, é pouca soja até a entrada da safra nova, com isso esse produto tende a ser mais valorizado no mercado interno, mas o produtor não vem negociando porque aguarda a definição da safra norte-americana, que ainda pode trazer fatores positivos.

Milho: Nesta segunda-feira (30), o grão fechou o pregão eletrônico da Bolsa de Chicago com pequena altas. Segundo Brandalizze, o milho está fazendo algumas correções para cima porque os níveis que ele vinha trabalhando, na faixa de US$ 4,5/bushel são considerados baixos para os produtores norte-americanos, ou seja, a pressão de venda está diminuindo, com menos oferta de contratos de produtores, sinalizando que há menos oferta de produto físico.

Por: Carla Mendes e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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