DA REDAÇÃO: Mercado da soja recua, mas ainda pode apresentar altas

Publicado em 01/10/2013 13:44 e atualizado em 01/10/2013 19:07
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Grãos: Apagão administrativo do Governo Americano traz grande preocupação ao mercado internacional, pois falta de informações -- como as dos relatórios do USDA -- faz com que os negócios percam força e estimula o movimento de realização de lucros. Por outro lado, estoques apertados e demanda muito aquecida ainda dão suporte aos preços.

Com a paralisação do governo dos EUA diante do impasse sobre o teto da dívida do país, uma grande preocupação para a agricultura são os relatórios do USDA, que divulgam informações quase todos os dias e, sem eles, o mercado poderia ficar sem saber sobre as exportações, embarques semanais, andamento da colheita e produtividade.

Frente a esse cenário, segundo o analista de mercado, Daniel D’Ávilla, o mercado fica atento e realizando pouco. Além disso, os fundos estão bem comprados e foram pegos de surpresa com o aumento dos estoques norte-americanos: “O aumento nos números foi pequeno e não resolve o problema, ou seja, os estoques continuam baixos, mas, mesmo assim, houve um efeito psicológico no mercado e a entrada da safra norte-americana junto ao início do plantio no Brasil também pressiona as cotações”.

D’Ávilla aconselha ao produtor que precisa vender para olha o dólar e o preço em Chicago e, se a conta fechar, vender um pouco para fazer média: “O atual momento não é o melhor, mas se o agricultor precisa vender alguma coisa, os preços ainda não estão absolutamente ruins, podem ficar pior, mas também tem tendência de melhorar”.

Os EUA já colheu 11% da sua safra de soja e a produtividade está sendo melhor do que o esperado. No entanto, as lavouras das áreas colhidas até o momento estavam em melhores condições e, quando as outras áreas começarem a colheita, a produtividade pode diminuir, o que seria favorável para os preços em Chicago. D’Ávilla afirma que a combinação de fatores favorece o preço em baixa nesse momento, mas isso não significa que é um mercado de tendência baixista.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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