DA REDAÇÃO: Safra de arroz 2013/14 começa a ser plantada no RS

Publicado em 07/10/2013 13:56 e atualizado em 07/10/2013 17:22
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Arroz: Produtores do Rio Grande do Sul comemoram o plantio no município de Mostarda (RS). Com expectativa de uma boa safra, os produtores estão preocupados que os preços caiam na hora da colheita, assim, ainda contam com a continuação do programa de exportações.

A próxima safra de arroz do Rio Grande do Sul (RS) já está sendo plantada e produtores e autoridades comemoraram o plantio no município de Mostarda. Segundo o Presidente da Comissão do Arroz da Federação de Agricultura do RS, Francisco Schardong, este tem tudo para ser um ano bom para o arroz porque o estado está com sobra de água, um dos principais gargalos das lavouras do RS: “Vamos plantar em torno de 1,1 milhões de hectares, com uma produção de cerca de 8,8 milhões de toneladas, porém uma colheita cheia nos preocupa pelos problemas”.

Com isso, preocupados com os erros do passado, os produtores aproveitaram a presença das autoridades para pedir medidas de apoio à comercialização da próxima safra. O preço da saca de arroz está a R$ 33,50 e os agricultores não querem que os valores caiam muito na hora da colheita, que deve iniciar em fevereiro. Para isso defendem a continuidade do programa de exportações.

“A exportação vem escoando a produção gaúcha e nós temos um problema de competitividade com os demais países do MERCOSUL, como a Argentina, Uruguai e Paraguai, cuja produção tem crescido muito visando o mercado brasileiro, sendo que o país tem um custo extremamente inferior ao brasileiro e o mercado no Brasil é tão sensível que qualquer 50 mil toneladas a mais acaba incomodando”, afirma Henrique Dornelles, Presidente da Federarroz.

A carga tributária é outra preocupação que também foi discutida em Mostarda. Representando o governo do estado, o Presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz, Cláudio Pereira, assegurou uma política fiscal para a cadeia: “Aumentamos o crédito presumido para a indústria gaúcha fortalecendo a nossa indústria e aumentando a sua competitividade frente à guerra fiscal instituída pelos outros estados, o que melhorará o escoamento da produção gaúcha, que também impõe limites ao arroz importado fazendo com que as indústrias que poderão se beneficiar desses incentivos fiscais promovidos pelo governo do estado importem no máximo 10% de arroz de outros países”.

Os arrozeiros gaúchos acreditam ainda que a soja continuará ganhando espaço em regiões onde tradicionalmente se cultivava arroz, uma vez que em 2012 a lavoura orizícola perdeu 280 mil hectares para a soja e este ano pode perder ainda mais devido aos altos preços da oleaginosa.

Por: João Batista Olivi, Ricardo Cunha e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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