DA REDAÇÃO: Oeste do Paraná já realizou cerca de 20% do plantio de soja

Publicado em 09/10/2013 13:36 e atualizado em 09/10/2013 15:25
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Soja: Mercado internacional opera com informações não oficiais, e por isso caminha de lado, ainda na defensiva. Porém, no Brasil, preços permanecem altos com ajuda dos altos prêmios pagos nos portos e também pela firme demanda por parte da indústria local.

No oeste do Paraná (PR), o plantio da soja avançou bastante e o estado já semeou cerca de 18% a 20%. As condições de umidade do solo são boas e há mais chuvas previstas a partir deste final de semana, o que favorece as condições de plantio. Já as regiões central e sul do PR plantam um pouco mais tarde, ou seja, o avanço da semeadura se dá mais nas regiões oeste e norte nesse momento, que são as primeiras a plantar e a terminar a lavoura.

No mercado interno, segundo Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, os preços estão muito bons e com prêmios bastante altos, sobretudo os pagos pela indústria em relação aos lotes remanescentes de safra velha. No PR, o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura do estado indica que ainda há 10% de soja da safra velha para se comercializar, o que equivale a cerca de 1,6 milhões de toneladas.

A nível de Brasil ainda há em torno de 8% de soja para ser comercializada, o equivalente a  5 ou 6 milhões de toneladas. Já para a safra nova há o impacto da queda dos preços na Bolsa de Chicago e a acomodação do câmbio, o que fez o preços recuarem nos portos de 70 reais para cerca de 61 reais.

Mercado Internacional: Sem as informações do USDA, o mercado levanta informações não oficiais, como a expectativa sobre o relatório de outubro, que o Departamento de Agricultura dos EUA iria divulgar na próxima sexta-feira (11), e deverá ser postergado em razão da paralisação parcial do governo norte-americano.

Porém, Motter afirma que o mercado espera uma safra de soja próxima a 86 milhões de toneladas e uma produção de 352 milhões de toneladas para o milho, números um pouco acima do que o governo norte-americano divulgou, tanto para soja, quanto para o milho, no relatório de setembro.

“O relatório de outubro é muito importante porque como toda a evolução da safra atrasou, ele é o primeiro que começa a balizar com eficiência o quanto será produzido nos EUA, mas o mercado não terá esses números, assim como os dados de avanço da colheita, índices de produtividade e exportação”, diz Motter.

Nesta quarta-feira (9), houve uma grande exportação de milho para a China da ordem de 420 mil toneladas, o que é um grande impacto apenas para um 1 dia de exportação. No trigo também tem ocorrido grandes exportações, enquanto as exportações de soja estão baixas, mas é um produto cujas exportações já andaram muito bem para essa época do ano.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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