DA REDAÇÃO: Soja - No mercado interno preços estão firmes, mas produtores aguardam cotações ainda melhores para vender
Os prêmios nos portos brasileiros para a soja estão bastante altos e, grande parte disso, se deve a inversão que havia no mercado, quando o vencimento maio da Bolsa de Chicago trabalhou acima do contrato novembro e os preços físicos se mantiveram devido à falta de vontade do produtor em aceitar os preços e vender e também por uma forte exportação brasileira.
De acordo com o consultor de mercado, Glauco Monte, tudo isso fez com que os prêmios trabalhassem de forma positiva e os preços no mercado interno se mantivessem a níveis bem interessantes. Porém, para a próxima safra a situação pode ser um pouco diferente, mas ainda sim os prêmios nos portos continuam positivos e se houver uma safra muito grande no Brasil isso pode ser revertido mais a frente.
Com as cotações dos vencimentos março e maio positivas em Chicago junto aos prêmios, o produtor brasileiro tem preços firmes para a safra nova. Glauco afirma que alguns sojicultores estão fixando, mas houve mais vendas quando os preços na bolsa estavam um pouco mais altos há algumas semanas: “As vendas estão abaixo da média, apesar de em outros anos as vendas terem sido antecipadas porque os preços estavam bastante altos, este ano os preços estão altos, mas os produtores aguardam preços ainda melhores, principalmente na CBOT”.
O mercado ficou cerca de duas semanas sem informações do USDA e sem os números oficiais sobre a evolução da safra norte-americana, com isso o mercado ficou parado e, nesse momento, a volta do Departamento de Agricultura dos EUA é importante para balizar o mercado. No entanto, o relatório de oferta e demanda, aquele que mostra os estoques e os números da safra como um todo, será divulgado apenas no próximo mês, mas a partir desta semana o mercado já começa a se balizar porque nesta segunda-feira (21) o USDA divulga um relatório de avanço da colheita e nos próximo dias o relatório de exportações.
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