DA REDAÇÃO: Avicultura – Com custos elevados do farelo de soja, setor apoia a exportação de produtos com valor agregado

Aves: Com custos elevados do farelo de soja, produtores de aves e suínos apoiam maior exportação de produtos com valor agregado, para que nenhuma produção seja afetada. Afinal, caso produção tenha que ser reduzida, consumidores finais deverão se deparar com preços bem mais altos.
Publicado em 29/10/2013 12:52 | Atualizado em 29/10/2013 16:08

Os custos de produção permanecem elevados aos produtores de aves e suínos. Atualmente, os agricultores têm adquirido a tonelada de farelo de soja, entre R$ 1.250,00 a R$ 1.300,00, produto que compõe 30% dos custos finais do frango. 

Diante desse cenário, o presidente da Ubabef, Francisco Turra, defende a exportação de produtos com valor agregado, para que nenhuma produção seja afetada.  A ação já é adotada por países, como a Alemanha, que exporta café, inclusive da Colômbia e do Brasil, com valor agregado, situação favorável à balança comercial do país.

Caso contrário, as empresas brasileiras podem reduzir a produção e, consequentemente, os consumidores finais poderão se deparar com preços mais altos nas gôndolas dos supermercados. “Não há outra fórmula, o produtor de frango recebe pouco e de repente, o intermediário é o único beneficiado no processo todo. Não adianta colocar uma montanha de produto no mercado, pois pode colocar a empresa em risco. Algumas empresas já estão se posicionando para reduzir a produção”, destaca Turra.

Além disso, os avicultores têm trabalhado com a margem estreita. Em alguns meses, o produtor consegue se manter no azul, mas outros no vermelho. Apesar do cenário, a expectativa é que o próximo ano seja melhor ao setor. “Temos que saber que a crise passa e a bonança pode não vir por inteiro, mas vai chegando se tivermos crença”, afirma o presidente da Ubabef.

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