DA REDAÇÃO: Preços do milho se estabilizam com redução dos volumes de negócios por produtores brasileiros
As cotações do milho pararam de recuar no Brasil, diante da posição dos produtores que decidiram diminuir as vendas à espera de preços melhores. De acordo com Paulo Molinari, analista da Safras e Mercado, algumas cidades norte-americanas precisaram paralisar suas colheitas esta semana por conta das chuvas no Meio-Oeste, o que também dá suporte aos preços.
"Hoje temos a saca a US$ 4,30... A colheita norte-americana vem mostrando produtividade acima do esperado e todos estão focados no relatório de Oferta e Demanda que será divulgado no dia 8 pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)", explica Molinari.
O analista lembra também que o clima na América do Sul e os prejuízos às lavouras causados pela lagarta helicoverpa também são fatores observados pelo mercado. Mas o excesso de oferta no mercado internacional deve continuar pressionando os preços. "Os estoques finais do milho podem superar os 2 milhões de bushels, o que é uma relação de produção / consumo acima dos 16%. Independente de qualquer outro fator, até de demanda, isso vai continuar a pressionar o mercado internacional.
Mercado brasileiro
No Brasil, o produtor de milho está sendo cauteloso na venda do restante da safrinha 2013, mas enquanto há excedente no Centro-Oeste, há falta de oferta em outras regiões. "Temos estados que apresentam alguma deficiência de abastecimento ou onde o produtor não está vendendo, como parte da região e Minas Gerais e nordeste do país. Já no Mato Grosso, temos perto de 7 a 8 milhões de toneladas a comercializar".
Diante da disparidade de oferta entre os estados, Molinari defende que o governo deveria fazer os Prepos para atender demandas regionais. "Os Prepos de exportação tem ocorrido, mas não em volume suficiente para liberar os armazéns até a entrada da safra de soja em janeiro".
O analista informa ainda que o Brasil precisa exportar perto de 25 milhões de toneladas, mas os meses de dezembro e janeiro serão complicadores para embarques. "Nós tivemos ótimos preços e oportunidade de vendas no início deste ano comercial... Agora estamos chegando ao final do ano e as oportunidades vão se eliminando na medida em que a safra americana recorde aparece no mercado e deixa pouco espaço para que a exportação seja um fator competitivo ao mercado interno".
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