DA REDAÇÃO: Soja - USDA pode trazer números maiores para safra dos EUA, mas estoques devem continuar baixos

Soja: O relatório do USDA, a ser divulgado nesta sexta (8), não deve trazer novidades para o milho, mas algumas surpresas devem ser vistas na soja, como o aumento da produção nos EUA. No entanto, mesmo que o USDA traga boas previsões para a oleaginosa, estoques continuarão baixos.
Publicado em 07/11/2013 12:37 | Atualizado em 07/11/2013 14:36

Nesta próxima sexta-feira (8), o Departamento de Agricultura dos EUA divulga um novo relatório de oferta e demanda. O USDA deve trazer números maiores para a produção de milho norte-americana em relação ao relatório de setembro, com uma safra possivelmente acima de 350 milhões de toneladas. Porém, o que pode surpreender o mercado são os dados para a soja devido a uma discussão sobre a produtividade e também sobre a área colhida.

Segundo o analista de mercado, Paulo Molinari, mesmo que o USDA traga uma boa produção para a safra de soja norte-americana, os estoques devem continuar relativamente baixos para o padrão do país. Após a divulgação desse relatório, o foco do mercado será o clima e a tendência para a safra sul-americana.

Importação Chinesa: O Ministério da Agricultura assinou um protocolo com a Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China permitindo a exportação do milho brasileiro. Esse acordo sanitário vem sendo buscado com a China desde o ano passado e é muito interessante para o setor de carnes, principalmente para a avicultura e a suinocultura, as quais precisam de um grande demandador de carnes no mercado internacional e a China é, naturalmente, o foco.

Molinari afirma que no futuro a China certamente será um grande importador de milho brasileiro como é de soja atualmente. No entanto, o problema é que não se pode colocar que a China absorverá cerca de 10 milhões de toneladas de milho brasileiro já no próximo ano, sendo que a projeção de importações do país para 2014 é de 5 milhões de toneladas e também existe milho para ser importado dos EUA, da Ucrânia e da Argentina.

Com isso, o analista de mercado diz que os acordos são importantes para trazer a possibilidade de venda quando a China tiver a disponibilidade de compra, mas não se pode projetar isso e trazer ao produtor rural a falsa impressão de que plantando uma grande safrinha em 2014 haverá um grande comprador.

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