DA REDAÇÃO: Plantas guaxas devem ser destruídas corretamente para evitar infestação da helicoverpa
No Mato Grosso (MT), uma lavoura de soja com 15 dias de plantio já apresentou uma grande quantidade de ovos de helicoverpa. Wanderlei Dias Guerra, da Defesa Sanitária Vegetal do MT, diz que na área há muito milho, possivelmente RR, que o produtor não conseguiu destruir adequadamente.
“Esse milho é mais velho que a soja e ficou na área durante a entressafra, nascendo com as primeiras chuvas e formando espigas. Com isso, a helicoverpa que vinha da própria lavoura de milho ou de algodão no entorno se hospedou nessas plantas de milho guaxo e, quando o produtor entrou com a soja, já havia uma grande infestação de ovos”, explica Guerra.
Guerra ainda afirma que se o produtor não fizer a destruição das plantas guaxas corretamente não existe produto capaz de salvar a lavoura, já que ocorre uma grande concentração da helicoverpa. Na Austrália, país de onde a lagarta provavelmente veio, os agricultores realizam o manejo integrado de pragas para combater a helicoverpa. Guerra afirma que é realizado um vazio sanitário natural, aplicações controladas de pesticidas, sendo que são utilizados produtos que tenham seletividade aos inimigos naturais e também é feito o monitoramento constante.
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