DA REDAÇÃO: Cafeicultores aguardam medidas do governo para tentar manter a atividade
Os preços do café atingiram o patamar mais baixo dos últimos 11 anos e continuam caindo, sendo que, em um único mês, de setembro para outubro, a cotação caiu 7%, baixando para R$ 243,00/saca, segundo dados do Cepea. Já em Nova Resende (MG) o café de qualidade está a R$ 220,00/saca, enquanto o grão sem qualidade está a R$ 180,00/saca.
O município possui 16 mil habitantes e depende 100% da cafeicultura, já que existem 4 mil produtores na cidade, que, ao todo, colhem 400 mil sacas de café. Segundo Emídio Madeira, representante dos cafeicultores do Sul e Sudeste de Minas Gerais (MG), a situação está virando um caos, o município está parando e o desemprego é cada vez maior.
Para chamar a atenção da sociedade para a atual crise do setor, a Câmara do Café da Mata de MG realizou uma manifestação em que queimaram sacas de café. Além disso, os cafeicultores já foram a Brasília 9 vezes e esperam que as medidas de apoio ao setor sejam liberadas nos próximos dias conforme o prometido.
As principais reivindicações dos cafeicultores são preços justos para o café e a renegociação das dividas, uma vez que a atividade se encontra nessa situação por falta de uma política para o café, que é extremamente importante nesse momento.
“Em MG o café foi a alavanca do estado e do país e hoje é uma classe completamente desvalorizada e desmerecida, na qual todos os produtores estão em dificuldade mesmo trabalhando. Não é justo e não é fácil passar o que nós estamos passando”, completa Emídio.
O governo deve liberar cerca de 8 a 9 medidas nos próximos dias para ajudar o setor. Os cafeicultores querem 10 anos para pagar as dívidas e 2 safras para começar a efetuar o pagamento, caso contrário o problema será prolongado para 2014, já que uma safra é necessária para organizar a situação e a outra para começar a pagar as dívidas.
1 comentário
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José Armando Nogueira Salvador - BA
Prezado Senhor
João Batista Olivi. Realmente,o senhor disse muito bem:o Sr. Emídio, cafeicultor de Minas Gerais, é dessas lideranças que surgem na hora da luta. Com suor no rosto. E que deixa a gente com lágrimas nos olhos. Porque esse senhor, sim, representa não só os cafeicultores de Minas Gerais, como também do Brasil. E da cidade baiana, de Bonito, na Chapada Diamantina, onde o sofrimento não é menor, talvez o seja maior por conta das secas dos dois últimos anos de safra. Ele é autêntico por ser homem da lavoura. Nada contra quem vive nos gabinetes de ar-condicionado. Também nem um pouquinho a favor desses falsos líderes. Que têm interesses próprios políticos e eleitorais acima da causa real da cafeicultura, que se arrasta vergonhosamente diante do mundo. Parabéns senhor Emídio. Conte com o apoio de centenas de produtores da Chapada, também empobrecidos, envergonhados, humilhados, como eu fui ao ser obrigado a vender 90 sacos de café despolpado, bebida mole, de excelente qualidade, comprovada pelo preposto constrangido, do comprador, que me pagou 250 reais por saca! A cidade também está parada.Só não está mais porque alguns abandonaram grandes áreas de café e botaram bois dentro dela. Outros estão tentando diversificar, com o plantio de horti-fruti. É a lei da sobrevivência. Mas uma liderança como o senhor não haverá de passar batida. De minha parte, mandei o vídeo para gerentes de bancos, para amigos, para o prefeito de Bonito, e vou continuar insuflando essa luta. Os almofadinhas, deputados, falsos líderes, ministros e até a presidente da República precisam ser desmascarados. O que fazem é um crime de lesa-pátria. E um crime de genocídio de uma lavoura que também emprega milhões de pessoas. Mas eles parecem cegos. Preferem esperar o caos absoluto antes de tomar medidas decentes! Conte comigo, José Armando Nogueira - [email protected]