DA REDAÇÃO: Aumento no consumo chinês pode favorecer demanda por produtos com valor agregado

China: Crescimento econômico no país deverá ser reflexo de uma melhora do poder aquisitivo da população do país, o que deverá gerar uma melhora na dieta, com maior consumo de proteínas, impulsionando a importação de produtos com valor agregado, como carnes, por exemplo.
Publicado em 26/11/2013 12:38 | Atualizado em 26/11/2013 17:17

A China é um mercado muito importante e existem grandes expectativas do Brasil em relação a negócios com os chineses. Recentemente foi aprovado um acordo que possibilitará ao Brasil exportar até 10 milhões de toneladas de milho para a China, inclusive o Ministro Conselheiro da Embaixada da China no Brasil palestrou no Congresso Agrimoney e o Diretor Executivo da Aprosoja Brasil, Marcelo Monteiro, foi o mediador dessa palestra.

Segundo Monteiro, os chineses estão muito preocupados em manter a sua trajetória de crescimento acima da média mundial e isso será feito por meio do consumo interno do país. Essa estratégia irá deliberadamente trabalhar para que os chineses possam melhorar a sua renda per capita e, assim, possam consumir mais, o que é uma ótima notícia para quem trabalha no mercado de alimentos porque gera uma demanda por produtos com valor agregado, como as carnes.

De janeiro a outubro o Brasil exportou mais de 30 milhões de toneladas de soja para a China, enquanto, no mesmo período, as exportações de carnes somadas atingiram 140 mil toneladas, ou seja, há uma discrepância muito grande e uma oportunidade de se melhorar. No entanto, Monteiro afirma que não houve muita clareza por parte do Ministro chinês quanto a isso, apesar da vontade da China em investir mais no Brasil. Além disso, o Ministro também apontou as dificuldades em fazer negócio com o Brasil, como o fuso horário e questões tributárias.

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