DA REDAÇÃO: Começa nesta segunda-feira (6) a desintrusão em São João do Carú (MA)

Questão Indígena: Exército já está em São João do Carú (MA) para fazer a desintrusão dos pequenos produtores rurais em um processo que se inicia, oficialmente, nesta segunda-feira (6). FAEMA e CNA se organizam para reverter legalmente decisões judiciais. Até o momento, produtores não devem ser reassentados nem indenizados.
Publicado em 06/01/2014 12:13 | Atualizado em 06/01/2014 15:02

Começou nesta segunda-feira (6) a desintrusão em São João do Carú (MA). Exército já está no local com uma tropa de 120 homens e aparatos de guerra para notificar cerca de 6000 pequenos produtores rurais para que saiam da área Awa-Guajá em um prazo de 40 dias. Área, reinvindicada pela Funai, ligaria duas reservas já existentes na região.

Segundo Emerson Galvão, assessor jurídico da Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (FAEMA), o órgão, em conjunto com a CNA, já está se organizando para tomar uma medida cabível, enquanto também orienta os produtores a não reagir e sair das terras com consciência de seus direitos e do risco da situação. "O Governo Federal deveria enviar tropas com ajuda humanitária ao invés de pressionar essas pessoas", disse Galvão, em entrevista à segunda edição do Mercado & Cia., no Canal Rural.

Galvão lembra que na sentença judicial há um cronograma de benefícios para os produtores, mas que não estão previstas terras para reassentar essas pessoas. "Não há força para reassentar as pessoas. Há uma falta de sintonia e a situação é crítica".

O Secretário de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, declarou ao programa Voz do Brasil que a maioria das pessoas presentes nas terras plantam maconha com a finalidade de tráfico. "Se existe crime, que a Polícia Federal prenda e mostre essas pessoas", sentenciou o assessor jurídico.

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