DA REDAÇÃO: Soja – Com demanda aquecida e escassez nos EUA, tendência é positiva para os preços

Grãos: Mercado da soja está extremamente demandado e, aliado à escassez nos Estados Unidos, reforça sua tendência de alta. Para o milho, perspectivas também são positivas diante de um aumento do consumo e também das exportações brasileiras.
Publicado em 07/02/2014 12:39 | Atualizado em 07/02/2014 15:38

Nesta sexta-feira (7), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com movimentações pouco expressivas. Por volta das 16h10 (horário de Brasília), os principais contratos da commodity exibiam altas de pouco mais de 1 ponto. No caso do milho, as posições também registravam valorização entre 0,75 e 1,25 ponto.

Segundo o consultor do SIMConsult, Liones Severo, há duas realidades, o mercado em Chicago e o mercado real. De um lado, a oferta está curta em relação à demanda, mas, por outro lado, os investidores acreditam que poderão acontecer cancelamentos de cargas de soja por parte da China. “Isso é um jogo financeiro e apresenta essa situação de oscilações e volatilidade”, afirma.

A demanda pela soja continua forte e, aliada à escassez de produto nos Estados Unidos, as exportações norte-americanas seguem aquecidas, os preços tanto da oleaginosa quanto do milho podem apresentar novas valorizações. “A soja poderá voltar ao patamar de US$ 14,50 o bushel, depois que os EUA terminar as exportações de soja e entrar em escassez de milho e, somente o Brasil terá produto para embarcar até a entrada da nova safra americana”, completa o consultor. 

No Brasil, o cereal também continua sendo fortemente embarcado. Além disso, o país enfrenta um período de estiagem prolongada em importantes regiões produtoras. No interior do Rio Grande do Sul, alguns lugares já têm perdas de 40% na produção de milho. O consultor destaca que, as plantas precisam de chuvas, mas as precipitações não ocorrem no tempo certo e na quantidade necessária. 

Severo afirma que os operadores ainda não têm dimensão do problema com a seca no Brasil. “Eles não entendem isso o mercado não tem esse desenho de baixa, falta soja no mundo e vai milho também. E como o aumento no consumo do milho, o farelo também aumentou e, na composição da ração a unidade de farelo corresponde a 4 de milho, o que multiplica o consumo e temos que prestar atenção”, diz. 

Por outro lado, há os problemas com a falta de infraestrutura no país, cenário que já tem atrasado os embarques. Ainda de acordo com informações do consultor, a situação se repete nos EUA, onde os portos estão tomados com a soja. “O grande problema da logística não é só no Brasil, mas sim no mundo, o que é resultado da expansão da demanda”, finaliza. 

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1 comentário

  • João Biermann Tapera - RS

    Já estão vendo o furo da produção, os compradores já estão atrás de soja e milho... infelizmente iremos perder em produção, vamos tentar recuperar no preço, vendam apenas o necessário, passado o pico da safra teremos boas oportunidades.

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