DA REDAÇÃO: Helicoverpa está sob controle, mas produtores precisam estar atentos à ferrugem asiática

Houve um susto inicial com Helicoverpa, mas produtores não podem abandonar as inspeções. O que preocuoa agora é a ferrugem -- principalmente para quem optou em fazer soja safrinha. São poucos os defensivos liberados pela Anvisa e os esporos estão sobrevivendo.
Publicado em 04/03/2014 14:26 | Atualizado em 04/03/2014 15:55

A tensão com a Helicoverpa já está sob controle entre os produtores, uma vez que o trabalho inicial realizado pela Defesa Ambiental fez com que os produtores ficassem alertas desde o início dos cultivos. Segundo Wanderlei Dias Guerra, coordenador da defesa ambiental do Ministério da Agricultura (MT), houve um susto inicial que acabou reduzido. "Mas, em tese, ainda vem complicação por aí", aponta Guerra.

Segundo o coordenador, a preocupação agora é com a Helicoverpa que passa da soja guaxa para os plantios de milho e algodão, reiniciando um ciclo. Ele aponta que apenas um ciclo da praga já pode ocasionar em uma perda de 10 sacas por hectare. Na região de Querência do Norte e Canarana, no Mato Grosso, há chances de 30% de danos por planta por conta do problema. Com isso, monitoramento continua sendo fundamental.

Guerra lembra que o produtor precisa eliminar restos culturais da safra anterior para que as pragas não saltem para a próxima lavoura, sendo assim necessário que ele fique atento durante o período de entressafra.

Outra preocupação que pode tirar o sono dos produtores é a ferrugem asiática, proveniente do excesso de chuvas. Guerra conta que, em algumas lavouras, a ferrugem tomou conta de uma maneira que não era vista desde 2005.

O coordenador destaca que há apenas 5 a 6 produtos disponíveis para o combate da ferrugem e reforça a necessidade de um debate para, se necessário, proibir o plantio da soja safrinha, uma vez que esta contribui na proliferação.

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