DA REDAÇÃO: Climatologista discorda de relatório da ONU sobre o clima

Publicado em 02/04/2014 13:18 e atualizado em 09/03/2020 15:00 3108 exibições
Clima: Impacto das ações do homem têm sérios resultados locais, porém, sem capacidade de provocar mudanças climáticas globais. Agricultura brasileira nos próximos anos deve passar, entre outras coisas, por adversidades climáticas como temperaturas mais altas, geadas mais severas e maior amplitude térmica.

No último domingo, 30 de março, a ONU divulgou o volume dois do quinto Relatório de Avaliação que traz informações sobre clima. O relatório realizado por pesquisadores do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC - traz previsões para 2100. Essa parte do documento traz detalhes sobre doenças e produção agrícola e aponta um possível aumento da temperatura, prejudicando áreas de cultivo de grãos. Não é o que acredita o climatologista, Luiz Carlos Molion, que enfatiza que os dados sao baseados em um modelo hipotético e que não representam de forma adequada os processos críticos do clima.

Para Molion, o produtor rural não deve levar em consideração esses resultados, já que são baseados em modelos que não reproduzem a situação atual. O climatologista diz que desde 1999 o clima está passando por um processo próximo ao que aconteceu entre os anos de 1946 e 1976, em que o Oceano Pacífico passou por um resfriamento.  Por ocupar 35% da superfície terrestre, a temperatura desse oceano é um fator influente no clima. 

Se comparado com o período anterior em que esse resfriamento aconteceu, é provável que a ocorrência de chuvas diminua, inclusive durante o verão, e passem a ter uma frequência de geadas de inverno maior.  Por outro lado, com temperaturas mais baixas em regiões altas, como no estado de Minas Gerais, o cultivo do café será favorecido. "É preciso tomar cuidado, na pecuária também, porque os invernos serão mais rigorosos se esse clima se repetir parecido com 1946 a 1976", explica o climatologista. 

Em relação as previsões de El Niño para o segundo semestre do ano, Molion acredita que não irá se concretizar, comparando com o período anterior de resfriamento do Oceano Pacífico. 

Por:
João Batista Olivi // Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

5 comentários

  • MARCELO ALMEIDA São Sebastião do Paraíso - MG

    * Parabéns prof.Molion, uma das considerações com mais logica dos últimos tempos........

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  • TULIO DENARI SIDROLANDIA - MS

    Professor Molion é uma destas pessoas que a gente ouve e tem certeza que ele sabe o que fala. Não cai na armadilha fácil do alarmismo! Parabéns de sucesso sempre!

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  • Lino Gaspar Rocha Aguiar Rio Paranaíba - MG

    Até quando a sociedade brasileira será manipulada por falsos dados , previsões climáticas apocalípticas , propagados por ongs e organismos internacionais. Ainda bem que temos grandes cientistas, apesar da grande mídia não dar espaço para homens com o Sr Molion.

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  • Almir José Rebelo de Oliveira Tupanciretã - RS

    Já assisti uma conferência do professor Molion na Comissão de Agricultura do Congresso Nacional, e, surpreendentemente não apareceu nenhuma ONG nem os deputados dos partidos manipulados pelas ONGs. Dr Molion é uma autoridade internacional no assunto, e corajosamente enfrenta o rolo compressor do manipulado IPCC que faz parte do esquema das ONGs no Brasil que estão aqui para infernizar o setor produtivo brasileiro. Apoiamos o Professor Molion. Estamos com ele. Que Deus o proteja sempre!!!

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  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Admirável Professor Dr. Luiz Carlos Molion, em minha trajetória estive em contato com os maiores climatologistas mundiais e, reconheço a sabedoria e o conhecimento deste grande brasileiro. São essas pessoas que nos deixam orgulhosos de sermos brasileiros. Obrigado Professor que Deus lhe abençoe. Grande abraço.

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