DA REDAÇÃO: Agrônomos dos GTECs da cafeicultura apontam para uma quebra de safra acima dos 17%

Café: grupo de agrônomos prevê quebra de 17,6% na safra de café brasileira. Maiores perdas foram contabilizadas no Sul de Minas que pode ter recuo de até 30% na produção, além do comprometimento da qualidade.
Publicado em 10/04/2014 18:55 | Atualizado em 11/04/2014 08:17

Participantes do encontro dos Grupos Técnicos em Cafeicultura (GTEC’s Café) promovido pela Syngenta no início deste mês, em Poços de Caldas-MG, confirmam que a quebra na safra de café do Brasil deve ultrapassar os 17%. Sérgio Parreira Pereira, que é pesquisador do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), mediador da Rede Social do Café e participante de um dos GTEC's, explica que agrônomos e especialistas em café das principais regiões produtivas do país participaram do encontro e dividiram suas informações e impressões sobre as perdas nos cafezais. 

Segundo Pereira, o calor excessivo e a seca prolongada provocou a má-formação dos frutos, por isso o café murcho, conhecido como "chocho" está sendo bastante encontrado nas lavouras. "Este grão tem um peso menor e isso vai acarretor em sérios prejuízos para o produtor que terá que colher este café, pagar caro na medida e na hora de limpar e beneficiá-lo vai ver que o volume para dar uma saca será muito maior do que ele imaginava".

As condições das lavouras estão diferentes em cada região, porém, segundo o pesquisador, é provável que muitos produtores precisem de mais medidas de café para formar uma saca de 60 kg. "Pode ser que alguns precisem de 500 litros e até chegar ao extremo de 600 a 700 litros para fazer uma saca de café beneficiado", dependendo de diversos fatores, como o cultivar e a irrigação.

A redução de 17,6% de redução na safra brasileira representa entre 7 a 8 milhões de sacas de café, segundo Pereira. No Sul de Minas, segundo o pesquisador, a perda poderá chegar a 30%, média também apontada pelo Procafé, em estudo feito a pedido do CNC (Conselho Nacional do Café). 

Além do café arábica, o conillon também poderá ter uma redução de 500 mil sacas, apesar de não ter sido tão afetado pela seca quanto o arábica. 
 

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