DA REDAÇÃO: Brasil possui grande potencial de produção de subproduto utilizado na alimentação animal

Publicado em 28/05/2014 14:06 e atualizado em 28/05/2014 17:39 716 exibições
Milho: Subproduto do farelo utilizado para a fabricação de etanol, chamado de DDGS, é viável para ser desenvolvido no Brasil, visto que o centro-oeste apresenta produção e potencial. O farelo é enriquecido e é uma proteína mais barata para a alimentação. O governo já apresenta interesse na produção.

Os preços do milho estão pressionados no mercado interno com a aproximação da chegada da nova safra. Ricardo Giannini da Céleres Consultoria explica que existe uma pressão por parte da indústria de ração e de avicultores para que os preços permaneçam mais baixos, por isso, produtores estão segurando as vendas a espera de valores melhores. Com o término das colheitas da nova safra em outubro, os preços devem melhorar para os produtores e seguir até janeiro em boa situação. 

Em relação ao mercado externo, Giannini explica que a situação não está tão bem definida. A safra americana segue em bom ritmo de plantio, o que faz com que os preços fiquem pressionados em Chicago, tanto para o milho quanto para a soja. 

Giannini também falou sobre o potencial de produção de Dried Distillers Grains with Solubles, chamado de DDGS, um subproduto do farelo de milho utilizado na fabricação de etanol. O DDGS é um farelo enriquecido com 30% de proteína e 35% de profat, o que torna uma excelente opção para a nutrição animal. O subproduto pode substituir em até 30% na alimentação de suínos e 40% para o gado, além de ser uma opção mais barata que o farelo de soja, utilizado atualmente para essa finalidade. 

Para Giannini, o Brasil possui um grande potencial de fabricação de etanol de milho, principalmente pela grande produção e localização de Mato Grosso e Goiás. Com isso, esses estados poderão abastecer a região norte do país. A expectativa é que em dez ou nove anos o país esteja produzindo de 2,5 a 3 milhões de metros cúbicos de etanol de milho. 

 

Por:
João Batista Olivi // Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Virgilio Andrade Moreira Guaira - PR

    Ótima explicação Sr Telmo Heinen,,, que lastima este passeio do etanol,,, kkkk,,, só rindo,, o governo é mesmo um big brother,, quer ficar de olho no osso dos impostos,, e ficar no comando de tudo.. Que se virem os consumidores.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    O que impede um maior desenvolvimento da industria de etanol de milho, aliás também do etanol de cana de açucar, é a infeliz proibição de fornecimento para consumo nos locais próximos à sua produção. É obrigatório leva-lo para os Centros de Distribuição para depois levá-lo de volta para os Postos de Abastecimento. Unica cidade autorizada a se abastecer diretamente é Ribeirão Preto em SP. Quanto ao DDG é melhor consumi-lo "in natura" ou seja, molhado, assim que sai do ciclo de produção. Não suporta custos de secagem, transporte e armazenamento, por isto os criatórios e confinamentos devem se localizar próximo às Usinas de etanol de milho.

    Exemplo, os EUA fabricam etanol com estoque máximo de 15 dias. Chegaram à conclusão que é muito mais econômico armazenar e transportar se preciso for, o milho a granel e nao o etanol produzido que também demanda elevado custo de seguro contra incêndios.

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