DA REDAÇÃO: Criadores de suínos ficam à espera de decisão russa

Publicado em 11/06/2014 19:12 e atualizado em 12/06/2014 14:05 448 exibições
Suínos: Rússia sinaliza interesse em aumentar as importações de carne suína brasileira, depois de interromper compras dos EUA devido a incidência da diarreia suína em planteis norte-americanos. Brasil poderá ser fornecedor preferencial dos russos. Junto a carne suína, russos querem comprar milho do Brasil devido à crise com a Ucrânia.

A decisão da Rússia de interromper a importação de carne de porco dos Estados Unidos, após a incidência da diarreia suína no país da América do Norte, tem deixado os criadores brasileiros apreensivos. Depois dos norte-americanos, o Brasil é o principal fornecedor do produto. Caso a decisão se concretize, a expectativa é de bons preços para o mercado nacional.

“Aliado a essa informação, o momento de estabilidade do plantel que aconteceu no ano passado, vai ser um fator positivo”, disse Losivânio Luis de Lorenzi, presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos). “A Rússia quando embarga as carnes brasileiras de frigoríficos sempre causa transtornos, pois é o primeiro país a comprar carnes suínas brasileiras. Com certeza, essa notícia trará um novo patamar para a carne suína brasileira. Acredito que isso irá se refletir neste segundo semestre a melhores preços ao produtor porque precisamos de uma margem de lucro para manter a atividade”, explicou Lorenzi.

Além da compra da carne suína, os russos acenam para a possibilidade da intensificação da compra de milho, em virtude da crise com a Ucrânia. “Essa é uma preocupação para a suinocultura, mas traz uma boa perspectiva para o produtor de milho. Acredito que tudo isso deva ser equalizado e todos vamos ganhar porque precisamos para manter o agronegócio e a produção de proteína tanto animal quanto vegetal”, disse o presidente da ACCS.

Nesta semana, as bolsas para a suinocultura registram uma tendência de alta para essa semana. A indústria em Santa Catarina fechou a R$ 3 mais 20% e o produtor independente do estado ficou com R$ 3,25. Em São Paulo, a arroba ficou a R$ 66 no leilão. 

Por:
João Batista Olivi // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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