DA REDAÇÃO: Previsão de chuvas mantém paranaenses em alerta

Publicado em 12/06/2014 13:31 e atualizado em 12/06/2014 15:00 530 exibições
Chuvas que atingiram o estado do Paraná prejudicaram lavouras de milho safrinha, tanto para plantações que estavam em processo de colheita, quanto para aquelas que estavam em estágio de maturação. Produtores também enfrentam problemas com seguro rural, pelo alto custo e pela falta de garantias por parte das seguradoras.

Ainda contabilizando os prejuízos das fortes chuvas que atingiram o Paraná na semana passada, os produtores agrícolas do estado se mantêm em alerta com a previsão de mais precipitação para a toda a região, em especial para as áreas de Campo Mourão, Cascavel e Guarapuava, que foram as que mais sofreram.

Além dos prejuízos para as lavouras, várias pontes e estradas foram interditadas, impedindo o transporte de produtos e de pessoas e causando outros inúmeros prejuízos para a economia. “Com a previsão desse monte de chuva, a situação fica muito preocupante. Só resta joelhar e pedir a Deus que nos proteja porque a coisa está difícil”, falou José Eduardo Sismeiro, presidente Aprosoja-PR.

Junto com a água, o alagamento dos solos e a incidência de fortes ventos prejudicaram a produção de milho safrinha, que acamou. Esse contato com o solo deve propiciar que o milho fique “ardido”, causando prejuízos ao produtor. “Muitas fazendas ao lado desses rios maiores foram alagadas. Estive ontem em uma cooperativa em Formosa do Oeste (PR), onde tive relatos de muitos produtores que perderam muito milho. Infelizmente, o milho safrinha do Paraná está comprometido”, falou Sismeiro.

Outro problema que busca solução pela Aprosoja-PR é em relação ao seguro agrícola. No ano passado, demandou-se mais verba do que se tinha cobertura legal, gerando um buraco de R$ 300 milhões. Já, no plano safra atual, a grande maioria dos produtores se antecipou para obter o custeio, o que acabou antecipadamente com o dinheiro destinado ao seguro.

O presidente da Aprosoja-PR explicou que a lei orçamentário atual prevê R$ 400 milhões para subvenção do seguro do custeio agrícola. No ano passado, houve uma promessa do governo de R$ 700 milhões, dos quais R$ 558 milhões foram utilizados. Assim, ainda se teria direito a cerca de R$ 300 milhões. Em reunião com o ministro, foi informado que esse montante foi sanado para este ano e agora se teria à disposição mais R$ 700 milhões. “Entretanto, o ministro nos informou ontem que esse aditivo, ou seja, esse pedido para o Congresso de R$ 300 milhões – para que não ocorra o que aconteceu no ano passado - também foi feito”, falou Sismeiro.

O problema, entretanto, é que para a próxima safra o custeio para a soja já está sendo feito. Até sexta-feira, quem fez o pedido, teria o custeio. De sexta-feira para cá, esse dinheiro não está mais disponível. “Nós estamos conversando e já foi até aprovada com o TCU uma nova maneira de se mexer com esse dinheiro. Nós, da Aprosoja, acreditamos que esse dinheiro não tenha de ir para a seguradora e, sim, venha para o produtor. Porque com mais dinheiro, ele (produtor), irá estimular a entrada de mais seguradores e isso fará com que o custo abaixe para o produtor”, disse.

Por:
João Batista Olivi // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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