DA REDAÇÃO: Mercado da soja não sofre alterações apesar da expectativa de altas no preço

Publicado em 16/06/2014 13:51 e atualizado em 16/06/2014 17:01 959 exibições
Soja: Apesar de forte demanda e pouco estoque e mercado sustentado, preços exibem uma ligeira baixa. Contratos mais próximos possuem tempo de vida menor, por isso há uma busca maior por contratos mais longos. Em relação a nova safra dos EUA, os valores são influenciados pelo clima.

Contrariando as expectativas geradas a partir da divulgação do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que informou que - na semana que se encerra em 5 de julho - a quantidade de soja exportada pulou para R$ 215,619 mil toneladas, contra 124 mil da semana anterior e 75 mil do mesmo período do ano retrasado, os preços do grão permaneceram inalterados no mercado internacional. No acumulado do ano, foram enviadas ao exterior 42,4 milhões de toneladas com previsão até o final de agosto de 43,5 milhões. Ou seja, resta menos de um milhão de toneladas de soja para embarque.

Para Ênio Fernandes, analista de mercado, a curta vigência desses contratos (menos de 30 dias) é o principal motivador desse valor não apresentar elevação.  “O investidor, o especulador e o player que querem comprar contratos na alta focam para o contrato de agosto, que é o que tem mais tempo de vida. É a única explicação que eu encontro para esse contrato não ter subido forte hoje”, disse Fernandes.

Já em relação à nova safra, o analista explica que o que definirá seu valor será principalmente a questão climática. “Terminamos de plantar agora nos Estados Unidos, ou seja, o melhor momento do mercado já aconteceu. Daqui pra frente, é necessário monitorar o clima de manhã, à tarde e à noite”, disse ele.  “Nós temos 60 dias de clima pela frente, no mínimo 50, que serão de muita incerteza e essa variável é que vai monitorar esse mercado”, analisou.

 Para o produtor que ainda tem estoques e aguarda a elevação dos preços, a tendência é de que dificilmente o preço da soja fique abaixo do praticado atualmente. “Porque quando chegar ao final do ano a nossa oferta de soja já vai estar baixa e as origens estão vendendo o produto paulatinamente. Os mercados de farelo e de óleo estão com margens boas e os fretes tendem a cair depois de agosto, com o fim da segunda safra (safrinha) do milho. Então, quando eu olho o prêmio, a oferta e o frete, eu tenho motivos para a alta, independente do dólar”, analisou Fernandes.

Já, os milhos que são colhidos agora em Goiás estão a R$ 19, não atingindo o valor mínimo. “O mercado do milho vai depender muito da situação de cada produtor, ou seja, em que mês que ele terá de vendê-los para cumprir seus compromissos. Quanto mais se fugir do grosso da oferta, melhor será a chance de vendê-los a preços melhores”.

Por:
João Batista Olivi // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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