DA REDAÇÃO: Crise argentina abre espaço para a entrada da carne brasileira no exterior

Publicado em 18/06/2014 19:21 e atualizado em 19/06/2014 08:46 644 exibições
Boi gordo: Em momento de crise na Argentina, os pecuaristas brasileiros voltam seus interesses para a exportação. O cenário é animador para o Brasil, que se mantém competitivo dentre os diversos players mundiais devido à boa qualidade da sua carne, já que demanda mundial está em alta e poucos países têm condições de aumentar sua oferta.

A crise da economia argentina afetou nesta quarta-feira (18) o desempenho dos principais mercados do mundo, incluindo o boi gordo brasileiro. Já, a China, através de Hong Kong, liberou as exportações da carne bovina dos Estados Unidos, o que aumentará a competição com os demais players que já estão no mercado.

Para Antônio Camardelli, presidente da ABIEC (Associação Brasileira da Exportação de Carnes), as notícias são boas. “É um parceiro que você sabe como procede e participa junto conosco nas pressões e nas reclamações internacionais quando se faz necessário. Que seja bem-vindo!”, disse o presidente em relação à entrada dos norte-americanos. Para ele, o produto brasileiro é hoje diferenciado, a carne é verde, sem a utilização de hormônio ou nenhum outro promotor de crescimento e isso, cada vez mais, consolida o produto brasileiro no mercado”, afirmou.

Em relação ao mercado, Camardelli informou que o fato do Brasil não acessar 45% entre os dez maiores países exportadores, nos traz uma expectativa boa para a futuro. “Dentro dessa configuração internacional, ninguém fora o Brasil, tem condições de suportar demandas de volumes. Qualidade, oferta perene e produto competitivo e verde já estão consolidadas na nossa imagem”, disse o presidente.

Atualmente, para se firmar definitivamente no cenário mundial a grande necessidade é a de fechar um acordo com a União Europeia e o Mercosul. “O Brasil, progressivamente, pode e deve ocupar os espaços que alguns países deixaram por algum motivo político, como no caso argentino, problema sanitário  ou alguma limitação, com o é o caso do Paraguai - que tem um limite pelo seu volume de exportação. Temos hoje uma visão também que otimiza o nosso processo de exportação”, falou Camardelli.

Por:
João Batista Olivi // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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