DA REDAÇÃO: Mercado do boi gordo tem ritmo lento, mas mercado segue firme

Publicado em 23/06/2014 14:04 e atualizado em 23/06/2014 15:51 335 exibições
Boi: oferta está moderada e demanda está baixa, devido aos valores altos comercializados no varejo, trazendo equilíbrio no mercado. Nesta segunda-feira (23), os negócios começam em ritmo lento, comum no início da semana e também pelo feriado em algumas capitais brasileiras.

Como já é esperado do mercado no início da semana e aliado ao jogo do Brasil x Camarões pela Copa do Mundo, que provocou feriados em algumas capitais brasileiras, os negócios com o boi gordo começaram em ritmo lento nesta segunda-feira (23). Algumas empresas, inclusive, optaram por não abrir suas compras nesse primeiro dia.

O alto valor das carnes praticado no varejo tem provocado uma baixa demanda e provocado uma moderação nas ofertas. Segundo relatório da Scott Consultoria, houve valorização em três das 31 praças pesquisadas e de, um modo geral, as cotações estão estáveis no mercado atacadista. O cenário do mercado é firme, mas com pouca movimentação em boa parte das regiões. O preço de referência de mercado para o boi casado e de animais castrados está em R$ 7,84 por quilo.

Segundo Hyberville Neto, analista de mercado da Scott Consultoria, o mercado está firme. Para ele, na última semana a oferta se manteve moderada, após um leve aumento. Do lado da indústria, o frigorífico tem repassado essas margens de lucro ao varejo, enquanto o consumidor está freando essa alta ao varejo devido ao baixo consumo. “Se a oferta se mantiver moderada, como se tem verificado nas últimas semanas, é bem provável que tenhamos um mercado firme”, analisou.

A queda na oferta de pastagens durante o final da safra em grande parte já terminou, segundo Neto. “Agora, entramos naquele período pós-saída do gado de pasto em volume e até a entrada de um volume maior de animais de confinamento. É aquela lacuna de meio de ano”, falou Hyberville.

Para o analista, houve uma antecipação da entrada de animais no coxo devido à seca. Depois, houve um período em que o mercado cedeu e desestimulou um pouco os confinadores, mas agora ele voltou a fechar a conta com resultados interessantes, considerando os preços futuros. “É um cenário bem incerto para o volume total, mas a gente acredita em manutenção e até em um ligeiro aumento”, explicou.

Essa lacuna entre a oferta do boi de capim e do boi coxo deve acontecer entre os meses de julho e agosto. “Como houve uma antecipação nos confinamentos, é possível que observemos, nos próximos 30 dias, uma oferta um pouco maior do que normalmente ocorre. Mas, em nível nacional, se esse confinamento não vier em volume ele não será suficiente para pressionar o mercado de maneira mais consistente”, analisou Hyberville Neto.

Para a reposição, observou-se nas últimas semanas que o mercado está um pouco avessos aos preços mais altos devido aos patamares firmes que as reposições vêm trabalhando, com altas sucessivas. “Parece que o comprador está um pouco arisco a esses valores mais altos, embora não haja um excesso de ofertas”, disse.

Por:
João Batista Olivi // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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