DA REDAÇÃO: Soja mantém leve alta no mercado e prêmio estimula venda do produto internamente

Publicado em 25/06/2014 19:06 e atualizado em 25/06/2014 20:09 809 exibições
Soja: Expectativa de aumento nos preços da safra velha não se concretiza em virtude dos fundos que estão segurando a alta no mercado. Medida ocorre devido à previsão de uma safra nova grande nos EUA. No Brasil, os preços de comercialização estão bons e não devem subir.

A soja manteve leve alta na CBOT (Bolsa de Chicago) e os valores dos prêmios pagos pelo governo no porto de Paranaguá-PR indicam uma falta do grão no mercado. A expectativa de aumento nos preços da safra velha não vem se confirmando devido às expectativas de uma grande safra nova nos Estados Unidos, fato que deverá ser esclarecido com a divulgação do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na próxima segunda-feira.

Para João Birkhan, diretor do Sim Consult, o aumento dos preços da safra velha não ocorre devido ao movimento dos fundos que seguram a alta do produto com ações de venda. Isso acontece em virtude da previsão da grande safra que foi plantada nos Estados Unidos. Os valores da safra nova estão em US$ 12,20 por buschel, bem menor que o obtido com a safra velha.

Já, internamente o preço da soja no Brasil continua bom, devido ao prêmio pago pelo governo, que tenta estimular o produtor a transportar o produto para os portos. “Momentos em que o mercado esteve acima dos níveis atuais causam uma certa decepção na cabeça dos produtores que não venderam. Mas se pegarmos isoladamente o preço que está sendo praticado dentro do Brasil ele ainda é muito bom”, acredita o diretor. “É muito perigoso esperar alguma coisa a mais”, alerta.

Dentro do atual cenário em que os maiores valores médios de comercialização da safra do grão foram obtidos, não é mais interessante para o produtor operar no risco de segurar a soja. Embora, nos próximos 30 dias não haja expectativas de perdas, “o risco é se entrar nos meses de agosto e setembro, quando há grandes alterações em Chicago que poderá refletir no mercado interno”, acredita Birkhan. Quanto à safra nova, ainda não há muitas definições, em virtude principalmente das condições climáticas.

 

Por:
João Batista Olivi // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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