DA REDAÇÃO: Produtores de Paragominas/PA esperam bons resultados com a soja e o milho safrinha

Publicado em 27/06/2014 13:36 e atualizado em 27/06/2014 17:03 991 exibições
Norte do Pará vira exemplo de produção com conservação. Áreas de pastagens degradas são substituídas por novas lavouras. Em Paragominas (PA) colheita de soja estão no fim e o prolongamento do período de chuvas beneficia as lavouras de milho safrinha. Portos em Bacarena estão entrando em operação.

As colheitas da soja ainda estão chegando ao fim em alguns estados do norte do país e as do milho safrinha começam dentro de um mês. Na região de Paragominas/PA, a colheita acontece debaixo de chuvas, que se prolongou neste ano, deixando o produto ardido. “Tivemos um pico de soja ardida, mas o sol apareceu e o problema foi resolvido. Só nos últimos dias é que a chuva voltou, mas não será suficiente arder o produto”, disse Vanderlei Silva Ataides, presidente da Aprosoja/PA. 

As plantações do grão no local são recentes e vêm ganhando força a cada ano em virtude da boa insolação dos plantios e da proximidade com dois portos recém-inaugurados em Bacarena, um já em pleno funcionamento e o segundo pronto para ser utilizado provavelmente a partir da próxima semana. 

Na região de Paragominas/PA, a soja está sendo comercializada a R$ 60,50. “Não é o preço que deveria ser, mas ela está em ajustes ainda. Como os portos não estão trabalhando em plena capacidade, os preços ainda não estão alinhados. Esperamos que para a próxima safra esse valor seja melhor”, explicou Ataides. 

Milho safrinha

Se por um lado o preço da soja não atingiu bons valores no mercado, o milho safrinha obteve bons resultados e é comercializado a R$ 29,00 nesse momento de fim da colheita. Apesar do bom valor em comparação com outras áreas do país, o fato de estar em uma região nova e distante dos principais centros encarece a produção, não garantindo um cenário tão bom aos produtores.

A plantação do grão é recente na região e os investimentos cresceram principalmente nesta safra. A distribuição do produto é feita entre os granjeiros próximos à grande Belém, onde ele é todo comercializado. 

Lei da juquira
Os produtores do Pará se beneficiam principalmente das grandes áreas territoriais que foram disponibilizadas para o plantio da soja a partir da lei da juquira. Essa regulamentação beneficia terrenos que foram desmatados, transformados em pastos e, consequentemente, degradados.  “Essa IN (Instrução Normativa) número 2 está sendo atualizada agora pelo governo do estado. Paragominas tem quase dois milhões de hectares e estão sendo utilizados cerca de 540 mil para a agricultura”, explicou o presidente da associação. 

Essas áreas degradadas estão abandonadas e agora sendo legalizadas para plantação. Já, as áreas que não foram desmatadas continuam sendo preservadas. “O governo adotou dessa ferramenta para dar amparo legal para o produtor”, informou. 

Segundo Ataides, o custo por hectare para limpeza e manutenção dessas áreas degradadas fica em torno de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil, dependendo do atual grau que ela se encontra. Atualmente, a região possui quatro compradores e outros estão chegando e a integração entre lavoura, pecuária e floresta está sendo respeitada. Quanto aos financiamentos, o estado apresenta algumas dificuldades devido à questão fundiária, que não tem avançado. 

 

Por:
João Batista Olivi // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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