DA REDAÇÃO: Estiagem na região Centro-Sul ajudam na colheita, mas prejudicam as usinas

Publicado em 02/07/2014 13:02 e atualizado em 02/07/2014 17:19 243 exibições
Cana-de-açúcar: estiagem na região de Jaboticabal (SP) atrapalha a qualidade da colheita, pela desidratação. Apesar de o tempo seco ajudar na colheita, a quebra da safra deverá trazer reajustes nos preços do etanol e açúcar. Os negócios são realizados a valores bem abaixo dos custos de produção.

A escassez de chuvas na região Sudeste prejudicou o plantio das lavouras de cana e laranja desde o início do ano e agora vem causando danos também às indústrias, que precisam de água para processarem o produto. A situação é trágica na região de Ribeirão Preto. Para a colheita, o momento de falta de chuvas é bom, no entanto, a safra futura já começa a ser comprometida.

“Faltou água em janeiro e fevereiro, a seca chegou cedo e está se prolongando”, disse Ismael Perina Júnior, presidente do Sindicato Rural de Jaboticabal. Segundo ele, as represas, rios e córregos estão com volumes baixos, assim como as minas que fornecem águas para as fazendas estão diminuindo. As usinas estão colhendo bastante cana, avançando suas áreas, mas as previsões iniciais já foram revistas para baixo. 

Os produtores na região estão na esperança de que chova, mas as previsões climáticas não são nada animadoras. Sem chuvas, a cana-de-açúcar começa a desidratar e isso passa a ser um ponto negativo. “Em não chovendo, as projeções mais recentes têm a possibilidade de ter uma quebra mais significativa”, falou Pereira.

No mercado internacional, o açúcar na Bolsa de Nova York caiu 0,13% a libra, ficando em US$ 17,71 cents. Com o valor baixo do açúcar no Brasil, as usinas estão direcionando mais suas produções para o etanol. “Eu tenho quase certeza que as coisas no segundo semestre não devem permanecer assim. Nós devemos ter uma elevação no preço do açúcar e uma acomodação nos preços do etanol”, acredita o presidente.

O maior problema que o setor vem enfrentando é em relação ao valor do petróleo que é comprado a preços altos no mercado internacional e repassado com subsídios dentro do Brasil. Essa medida vem quebrando algumas usinas. “O etanol trabalha com um preço teto, que é o valor da gasolina. Essas questões refletiram no açúcar, que teve problemas de super abastecimento”, falou Pereira.

Por:
João Batista Olivi // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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