DA REDAÇÃO: Comissão irá determinar tamanho de áreas de refúgio para soja, milho e algodão

Publicado em 03/07/2014 13:39 e atualizado em 03/07/2014 17:52 351 exibições
Refúgio: Determinação do Ministério da Agricultura ainda não virou Lei. Foi dado novo prazo para que pesquisadores tenha condições de provar que a área de refúgio tem de ser maior do que a indicada pela Monsanto. Enquanto isso não acontece, cientistas pedem que produtores façam suas área de refúgio - nem que seja na recomendação da empresa detentora da tecnologia - para impedir que as pragas adquiram ainda mais resistencia.

Após inúmeras reuniões em Brasília (DF), o Ministério da Agricultura criou uma comissão para realizar pesquisas para delimitar as áreas de refúgio para as culturas de soja, milho e algodão. A pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat, explica que essa medida foi tomada pela incidência de lagartas resistentes a pragas, principalmente para o milho. Em análises realizadas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia já foi possível encontrar lagartas que possuem resistência a plantas Bt de milho e algodão. 

A recomendação de refúgio já existia, e mesmo com muitas informações a respeito, alguns produtores deixaram de fazer ou não fizeram na proporção dada como recomendação pelas empresas detentoras da tecnologia. Para resolver a questão, o Ministério da Agricultura, junto com pesquisadores e produtores, decidiu determinar as áreas e aumentar a durabilidade da tecnologia. 

A definição deverá valer para a próxima safra, por isso, a recomendação é de que neste ano os produtores ainda sigam as determinações das empresas, que atualmente é de 5% a 20%. Para o próximo ano, a comissão trará os resultados das pesquisas para delimitar um tamanho adequado para cada cultura que utiliza planta Bt. A pesquisadora explica que a única certeza que a comissão possui é a de que será necessário aumentar as áreas.

Monnerat também enfatiza que o refúgio é apenas uma das ações que devem ser feitas para manter a tecnologia, como manejo integrado de pragas e outros produtos de controle. 

 

Por:
João Batista Olivi // Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

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