DA REDAÇÃO: produtor de café de Manhuaçu/MG registra quebra de 43%

Publicado em 10/07/2014 13:06 e atualizado em 10/07/2014 15:05 315 exibições
Café: Quebra da safra da região da Zona da Mata mineira está em torno de 43%, devido ao longo período de estiagem que já chega a seis meses consecutivos. Em março, as previsões eram de 30%. Prejuízos já preocupam produtores que podem não ter como sanar suas dívidas.

Em entrevista ao apresentador do Mercado & Cia João Batista Olivi, o produtor de Manhuaçu/MG, Maurício Oliveira, lamenta a quebra de 43% de sua produção.

Diante desse cenário nacional, outro aspecto totalmente preocupante toma o mercado mundial nesta quinta-feira (10). As cotações do café arábica na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US) estão despencando e chegaram a anotar queda de 990 pontos no vencimento setembro. Essa situação deveria ser exatamente inversa se a produção brasileira vem se confirmando menor do que a esperada.

Por isso, Maurício avalia que a situação é realmente lastimável em todos os sentidos. “Nós fizemos programa de nutrição na lavoura, mas estamos praticamente seis meses sem chuva, exceto algumas raras pancadas em abril. O engenheiro agrônomo que avaliou minha plantação no início do ano deu ideia de quebra de 20%, mas agora estou confirmando mais que o dobro”. Com esse panorama e já com dívidas da safra anterior por conta das baixas cotações, o produtor não tem como quitar os débitos com o governo. “Eu estou na eminência de ter que dispensar os meus seis funcionários, porque não aguento dois anos de prejuízo, inclusive, não terei como honrar minhas dívidas com o Banco do Brasil, me tornarei um inadimplente”, concluiu ele. 

Mesmo assim, Maurício tentou quitar os débitos, utilizando a estratégia de colher e vender, porém as cotações não favoreceram. “Para colher eu tive um custo de cerca de R$ 212,00 por saca e vendi o café rio a R$245,00”.

A pouco para o final da colheita, alguns órgãos, como Conab – Companhia Nacional de Abastecimento – já indicam perda na safra nacional em cerca de 30%. 

 

Por:
João Batista Olivi e Talita Benegra
Fonte:
Notícias Agrícolas

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