DA REDAÇÃO: Para cooperativa, produtores devem segurar vendas de grãos
Os preços para a soja e milho têm se mantido em patamares mais baixos, tanto no mercado interno, quanto no externo. O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, conta que com a grande oferta no mercado internacional, os valores praticados para a soja não devem ficar no patamar dos US$ 13 por bushel, conforme era esperado, mas sim nos US$ 11 por bushel.
No Paraná os produtores ainda possuem 40% da safra velha para ser comercializada, e com uma situação econômica mais confortável, aguardam o momento em que os preços se tornaram mais atrativos. O presidente atribui essa falta de negociação à ausência de vendedores, em que compradores do mercado interno e externo estão oferecendo preços mais atrativos à venda. Com isso, os produtores rurais devem ter maior poder de barganha para chegar a valores mais atrativos.
Já para a taxa de câmbio, Grolli acredita que deveria estar 10% acima do valor praticado na bolsa atualmente. Além disso, deverá terminar o ano no patamar dos R$2,36. Com as taxas nesses patamares, as exportações são prejudicadas por não ser atrativas para o mercado internacional.
Mesmo com os preços nestes níveis, produtores rurais deverão aumentar ainda mais a área de plantio da soja, dando preferência para o plantio de milho noa safra de inverno. Grolli explica que os produtores rurais têm tornado a segunda safra uma supersafra de milho, justificando a preferência pelo plantio de soja no verão. Os preços devem ficar abaixo dos patamares praticados em 2014 para a soja, mas deverá manter a liquidação aos produtores rurais.
Já para o milho a situação não é confortável, já que os negócios estão sendo realizados a R$ 18,50 a saca, chegando a ser 20% menor que os preços de abril deste ano. Com a grande oferta no mercado interno após a colheita da safrinha, com a expectativa de um grande volume da safra americana e com as taxas de câmbios nestes patamares, o cenário é complicado para a cultura. Grolli acredita que os produtores devem aguardar negócios mais atrativos e não realizar vendas.
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Caro OTAVIO BEHLING | CUIABÁ – MT, também não considero que existe, ainda, este volume de soja disponível para a venda. Pode ser que este volume corresponda a soja entregue em depósito sem fixar o preço, mas esta soja não é considerada como disponível para venda no mercado. O desempenho dos preços no mercado brasileiro indica que existe pouco volume de soja disponível para a venda. Ou não ? abraços