DA REDAÇÃO: Produtores paulistas de suínos vivem bom patamar de preços

Suínos: Demanda externa está muito aquecida e preços estão atrativos aos produtores, tanto no mercado internacional, quanto no mercado interno. Momento ainda não é de crescimento da produção e suinocultores devem aguardar o início do próximo ano. Há a possibilidade da abertura de mercados para Coréia do Sul e México.
Publicado em 30/07/2014 13:07 | Atualizado em 30/07/2014 14:10

Apesar de os preços estarem em bons patamares para os criadores de suínos do estado de São Paulo, o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos, Valdomiro Ferreira Junior, pede para que os produtores tenham calma. "Não é hora de crescimento da produção. Devemos fazer a melhoria na produtividade e melhorar o que foi estragado na crise de 2012", disse, em entrevista ao Mercado & Cia., do Canal Rural.

A Bolsa de Suínos de São Paulo mantém os preços a R$75/@ (R$4,00/kg) há 10 dias, o que representa um aumento de 10% em relação aos últimos 30 dias. A relação do milho e da soja em comparação com o suíno melhorou para o produtor - a atenção agora é para a grande demanda de soja no mercado internacional.

Apesar de o Brasil se candidatar para fornecer carne para novos mercados que necessitam de importar suínos, como o México e a Coreia do Sul, a oferta e a demanda se mantêm bastante equilibradas no mercado interno. O excedente só terá condições de ser oferecido aos novos mercados externos nos primeiros meses de 2015.

Atualmente, o Brasil exporta 20% do que produz no mercado interno, relação que deve ser mantida no segundo semestre. Com preços internacionais mais atrativos, deve haver um repique no preço do mercado interno, mas há uma atenção maior também para a inflação, que pode inibir a demanda.

 

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