DA REDAÇÃO: Aprosoja MT recomenda segunda safra de soja apenas para produção de sementes

Publicado em 06/08/2014 13:20 e atualizado em 06/08/2014 16:54 182 exibições
Soja: Safrinha não é proibida, mas demanda orientação profissional e cultivo dentro das normas do Ministério da Agricultura. Aprosoja MT orienta ainda que segunda safra seja feita somente para se fazer a "semente salva". Além disso, alerta também é para o alto custo de produção e também por sua colheita se dar no período de preços menos favoráveis.

Aprosoja - MT divulgou nota técnica sobre a prática de soja safrinha no estado. A entidade recomendou que a segunda safra deverá ser realizada apenas para produção de sementes. O gerente técnico da Aprosoja MT, Nery Ribas, explica que a recomendação ocorreu depois de muitas discussões e por a produção de grãos ser inviável economicamente na segunda safra. No início do ano, os preços menos favoráveis ao milho levaram alguns produtores a produzir soja, mas não foi a maioria.

Um os fatores que leva a safrinha ser menos vantajosa para os produtores rurais é o período de colheita, em que o mercado não é promissor. Além disso, os custos de produção são muito altos, chegando a 35 sacas por hectare. O gerente técnico conta que há relatos de produtores que variam de 7 sacas por hectare até por 45 sacas por hectare, trazendo uma margem pequena de lucro até mesmo aos produtores que produziram mais.

A safrinha de soja não é proibida em nenhuma região do país, mas a pratica preocupa muitos pesquisadores por não haver rotação de culturas e deixar as lavouras mais suscetíveis à presença de pragas. Por isso, ela deve ser realizada com o acompanhamento de um engenheiro agrônomo, para evitar o uso excessivo de herbicidas e fungicidas, principalmente se houver um ativo químico comum.  

A recomendação de Ribas é para que se faça para salvar as sementes, mas caso opte por realizar para a produção de grãos deve ser feita de acordo com as normativas técnicas do Ministério da Agricultura. Inclusive, respeitando o prazo do vazio sanitário, em que a colheita deve ser realizada até 15 de junho.

Outro problema que atinge o estado são as plantas guaxas, que teve o problema agravado pelo clima neste ano. Porém, os produtores têm feito a sua parte e destruído as plantas que surgirem em suas propriedades. 

Por:
João Batista Olivi // Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

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