DA REDAÇÃO: Embargo russo traz janela de oportunidades para a exportação de aves e suínos do Brasil

Publicado em 07/08/2014 13:15 e atualizado em 07/08/2014 14:05 615 exibições
Proteína Animal: Embargo da Rússia para Estados Unidos e União Europeia irá beneficiar o Brasil e demanda para exportação deverá aumentar no curto prazo. Produção brasileira deverá registrar expressivo aumento em sua produção de aves e suínos diante desse novo cenário e novos mercados podem surgir.

O embargo feito pela Rússia às carnes e aos produtos agrícolas provenientes da União Europeia, dos Estados Unidos, do Japão, do Canadá, da Austrália e da Noruega abrem uma boa janela de oportunidades para que o Brasil cresça nas vendas de todos os produtos, sobretudo, de carnes como a bovina, a suína e as carnes de aves.

De acordo com Ricardo Santin, vice-presidente da Divisão de Aves e Suínos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o fator implica em uma pressão nova de demanda externa, com efeito positivo em relação aos preços pagos ao produtor brasileiro. "Provavelmente iremos ter de aumentar os níveis de produção, mas temos condição", aponta, em entrevista ao Mercado & Cia., do Canal Rural.

A Rússia já é um mercado de exportação tanto de aves quanto suínos para o Brasil. 36% das exportações de suínos do Brasil são destinadas à Rússia, enquanto as aves representam 5%. Para Santin, os canais de comércio já estão abertos - o que irá diferenciar será a quantidade a ser pedida.

Para o aumento da produção de suínos, os produtores possuem a alternativa de aumentar o peso dos animais para produzir mais carne com o pedido que poderá ser feito pela Rússia. Ainda não é possível estimar um volume a ser exportado, segundo o vice-presidente, uma vez que a Rússia também pode optar por aumentar sua produção local de frango, mas as receitas podem ficar na ordem de 250 milhões de dólares a mais do que já é recebido para as aves e 50 milhões de dólares a mais para os suínos.

Santin aconselha que os produtores integrados conversem com suas integradoras e se disponibilizem a aumentar sua produção. A situação deve trazer uma melhora de renda para o produtor que possuir essa capacidade.

As rações também devem ser afetadas positivamente. O preço não deve subir ao produtor, mas a escala de fornecimento deve aumentar. O impacto de preços, pontua Santin, também não deve chegar a ponto de afetar o consumidor.

Por:
João Batista Olivi // Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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