DA REDAÇÃO: Milho – Produtores do Maranhão estão apreensivos com o anúncio dos leilões do Pepro para o Centro-Oeste

Publicado em 19/08/2014 14:02 e atualizado em 19/08/2014 17:59 343 exibições
Milho: Produtores do Maranhão estão apreensivos com o anúncio dos leilões de Pepro, já que há avisos, por hora, somente para regiões do Centro-Oeste. Com o benefício, o Maranhão acaba perdendo seu mercado no nordeste e produtores podem enfrentar dificuldades na hora de comercializar.

Os produtores de milho do Maranhão estão apreensivos com o anúncio dos leilões de Pepro do Governo Federal, os quais deverão auxiliar, principalmente, os produtores da região Centro-Oeste do Brasil. Com o benefício, o estado acaba perdendo seu mercado no nordeste e produtores podem enfrentar dificuldades na hora de comercializar o produto.

Segundo o produtor rural de Chapadinha/MA, Vilson Ambrozi, a produção local atende a um mercado próprio na região nordestee, com a chegada dessa oferta do Brasil central, os preços poderiam ficar ainda mais pressionados, além de incentivar uma migração dos produtores da cultura do milho para a soja. “Nós não precisamos ser socorridos pelo governo, mas não podemos admitir que eles perturbem nosso mercado. A plantação no Nordeste tem muito mais risco que no Centro-Oeste e temos talvez, um custo maior ou normal. Mas o custo normal hoje não pode ser no preço que fomos convidados a vender”, disse.

Para o produtor, o subsídio dos leilões pode fazer o produtor nordestino ter prejuízo e começar a plantar soja em detrimento do cereal. “O subsídio distorce e afeta o mercado e faz com que a próxima safra o produtor seja convidado a plantar soja. E isso não só no Maranhão, mas também, no Sul do Piauí e Oeste da Bahia, que na tentativa de abastecer o mercado nordestino acabam tendo prejuízo”.

Entretanto, segundo Ambrozi, se essa possibilidade se confirmar o Nordeste vai ajudar a deprimir também o mercado de soja nacional e mundial. “Quanto mais soja se tem no Brasil e no mundo, menor será o preço do agricultor no Centro-Oeste. Então o tiro no pé é do agricultor do Centro-Oeste com auxílio do governo”, finalizou.

Por:
João Batista Olivi // Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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