DA REDAÇÃO: Falta de sinalização de Pepro para Paraná preocupa produtores de milho, feijão e trigo

Publicado em 19/08/2014 14:06 e atualizado em 19/08/2014 18:08 1180 exibições
Milho: Paraná enfrenta problemas com a comercialização. Preços seguem recuando, mas ainda não chegaram abaixo do valor mínimo do estado. Produtores ainda não receberam nenhum tipo de sinalização do Governo Federal para a realização de Pepro no PR. Também enfrentam problemas com o feijão e trigo, visto que os moinhos aproveitaram a redução da TEC para realizar a estocagem.

Produtores do Paraná enfrentam dificuldades com os preços pagos para o milho, feijão e trigo. O economista da Faep, Pedro Loyola, explica que desde o início do ano eles vêm demonstrando ao Governo Federal esses problemas, principalmente para o feijão, em que a situação é bastante crítica. Já para o milho e trigo, apesar de o problema ainda não ter se agravado, as circunstâncias já são preocupantes.

Os preços para o milho estão caindo, e segundo Loyola, é necessário que haja um anúncio de leilões de Pepro para balizar os preços. Atualmente estão sendo comercializados a R$ 18,44 por saca de 60 kg, próximo do preço mínimo de R$ 17,67.

Já para o feijão, a situação é mais delicada. Com os preços mínimos de R$ 97 por saca de 60kg, há produtores negociando até por R$ 10 a saca. A média de negociações está em torno de R$ 55 por saca, muito abaixo dos preços mínimos estipulados pelo Governo Federal.

Com o trigo a situação é preocupante devido a procura dos moinhos em abastecer os estoques com isenção da TEC (Tarifa Externa Comum), em que houve um grande número de importações de trigo. Em alguns locais, os preços já estão abaixo dos mínimos e com a chegada de uma grande safra, o problema deverá se agravar ainda mais.

Grande parte dos benefícios anunciados pelo Governo Federal são destinados ao centro-oeste do país, principalmente, pelos problemas relacionados a logística. Para o economista, o Paraná também deveria ser beneficiado, já que a situação de muitos produtores também é crítica nesta região. 

Por:
João Batista Olivi // Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

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