DE REDAÇÃO: Direto do Corn Belt, cooperativa confere produtividade de safra de grãos norte-americana

Publicado em 20/08/2014 13:41 e atualizado em 20/08/2014 17:46 970 exibições
Direto do Corn Belt: Grande safra deverá se confirmar para soja e milho nos EUA. Lavouras apontam alto potencial produtivo e, até o momento, não há previsão de nenhuma ameaça climática. Preços, porém, também preocupam os produtores americanos. No Brasil, compensação pode vir com uma valorização do dólar.

Um grupo da Cotrijal, cooperativa do Rio Grande do Sul, está participando do Crop Tour pelo Meio-Oeste dos Estados Unidos, para ver de perto as perspectivas da safra norte-americana. O presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, conta que é inegável a grande produtividade desta safra, apesar de ainda não ter chegado ao fim os americanos já consideram a melhor dos últimos 20 anos.

Segundo Mânica, as lavouras de milho apresentam excelente qualidade e já estão em fase de término do ciclo. Para a soja, a situação é bastante parecida, embora ainda possa sofrer alguma consequência caso haja alguma onda de frio.  O grupo pôde visitar diversos tipos de propriedades, dentre pequenas, médias e grandes, e a situação é quase unânime em grande parte dos locais visitados.

Para o presidente, os preços devem continuar nos atuais patamares, com esta produtividade, mas quase não há mais espaço para novas quedas. Para o Brasil, a recomendação é que os produtores realizem seus cálculos de custo de produção e precisam ter cautela. Por outro lado, muitas cooperativas conseguiram travar preços para os produtores, garantindo melhor remuneração.

Apesar de ainda não possuir a safra plantada, ainda é difícil definir qual será o tamanho da próxima colheita, mas deverá ser muito volumosa. Segundo Mânica, há diversos fatores que podem afetar os preços pagos no Brasil, como a situação eleitoral, inflação, taxas de juros e câmbio.

Mânica também elogiou a produtividade da safra brasileira. “Não perdermos em nada em termos de produtividade e tecnologia, temos lavouras com 90 sacas por hectare”, conta o presidente. 

Por:
João Batista Olivi // Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

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