DA REDAÇÃO: Para Aprosoja, aumento de vazio sanitário em Mato Grosso é inviável

Publicado em 21/08/2014 13:59 e atualizado em 21/08/2014 17:58 308 exibições
Vazio Sanitário: Há consenso sobre a importância do vazio, mas ampliação para 5 meses implicaria em muitas perdas e inviabilizaria o cultivo das safrinhas de algodão, girassol, soja e milho no estado do MT. O foco do problema está na falta de eficiência dos fungicidas.

A Comissão de Defesa Vegetal e Sanitária de Mato Grosso está pedindo o aumento do prazo de vazio sanitário, que passaria de três para cinco meses, com início em abril. Principal objetivo da medida é combate da ferrugem asiática nas lavouras de soja e a grande preocupação com a queda de eficiência de parte fungicidas utilizados nas lavouras. O vice-presidente da Aprosoja MT, Ricardo Tomczyk, explica que a medida não é possível na prática, por retirar a possibilidade da realização das safrinhas de milho, algodão, girassol e soja.

Para Tomczyk, a discussão é pertinente e a medida poderia ser viável caso houvesse uma troca de período e ao invés de ser antecipado, tivesse seu prazo prorrogado. Na proposta realizada, a Comissão prevê seu início em 15 de abril, terminando em 15 de setembro, já para a próxima safra. Porém, segundo Tomczyk, destruir as sojas guaxas em abril seria inviável, por ser um período de muitas chuvas, enquanto em junho é o período mais apropriado para isto.

Outro grande problema desta determinação seria a inviabilidade das safrinhas no estado, por causa do prazo, o que prejudicaria o cultivo de milho, algodão, girassol e soja.  A Aprosoja tem se mostrado contrária a prática da safrinha pra soja, por aumentar o número de aplicações de fungicidas e causar a perda de resistência dos produtos.  Para Ricardo, apesar de não apoiar a prática, há outros problemas mais graves que causam o problema de perda de resistência destes produtos, como a utilização recorrente de fungicidas com os mesmos princípios ativos.

Com a demora da Anvisa em liberar novas produtos, cerca de 5 a 6 anos,  também tem contribuído para o problema. “São nove milhões de hectares de soja normal, práticas recorrentes, com mesmos princípios ativos, que já não são mais eficientes”, alerta o vice-presidente. 

Por:
João Batista Olivi // Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

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