DA REDAÇÃO: Café – Aumenta déficit hídrico nas lavouras de café no sul de Minas com chuvas abaixo da média em setembro

Café: aumenta o déficit hídrico nas lavouras de café do Sul de Minas com chuvas abaixo da média em setembro. De acordo com o Prócafé de Varginha-MG choveu apenas 45 mm em setembro contra média histórica de 70 mm. Com isso, o déficit na região varia entre 200 e 250 mm. Lembrando que a partir de 150 mm, a planta entra em estado de murcha.
Publicado em 30/09/2014 15:05 | Atualizado em 30/09/2014 17:47

As principais cidades produtores de café arábica em Minas Gerais têm recebido chuvas. No entanto, as precipitações que caíram na região ainda não são suficientes para reverter o déficit hídrico que perdura desde janeiro nas principais regiões produtoras do estado.

De acordo com o técnico da Procafé, Rodrigo Neves Paiva, devido a essas intempéries o déficit hídrico que deveria diminuir com a chuva, aumentou. “Nós registramos que em Varginha-MG, o mês de setembro teve 45 mm de chuva, mas o esperado era 70 mm. O déficit hídrico na cidade era de 180 mm e agora passou para 211 mm. No município de Boa Esperança-MG, o registrado era de 226 mm, mas aumentou para 256 mm”, afirma.

Segundo Paiva, a situação é crítica pois a partir de 150 mm de déficit, o café entra em estado de murcha, o que pode prejudicar significativamente a próxima safra. “A situação é bastante incomum, com seca que perdura desde meados de janeiro e que vem se acentuando com a estiagem prolongada. Ele prejudica muito a planta, tanto no desenvolvimento quanto no ‘pegamento’ da florada”, diz.

A região registrou déficit parecido em 2007, quando a falta de chuvas chegou a 270 mm na região. No entanto, segundo o técnico, a situação era diferente, pois o período era uma época de seca.

Os cafezais de algumas cidades mineiras já tiveram floradas extemporâneas, mas sem ‘pegamento’. De acordo com o técnico da Procafé, para que as flores permaneçam nos cafés é necessário que os próximos dias sejam de chuvas constantes, regulares e volumosas. Assim, a florada principal também virá.  “Para garantir o bom ‘pegamento’ da florada para a produção na próxima safra é necessário que ocorram chuvas significativas ou que o produtor de irrigação consiga fazer esse trabalho de salvação para garantir uma boa produção. Se a chuva não acontecer teremos o abortamento dessa florada com prejuízos para a próxima safra”, diz Paiva.

De acordo com o técnico da Procafé, para regularização do déficit hídrico seriam necessárias altas precipitações. “Precisava chover 150 mm, mas isso é quase impossível. Então, o normal é chuva de 110 mm ao longo do mês de outubro. Mas se essas precipitações vierem esparsas, a planta dificilmente vai se recuperar”, explica.

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